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	<title>A Voz do Islam</title>
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	<description>Centro Islâmico de Florianópolis</description>
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		<title>A Conduta do Islam</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 12:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Colaboradores]]></category>

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		<description><![CDATA[Prezados irmão, irmãs e crentes. Que Allah os abençoe. 

Falamos, na semana passada, a respeito da importância da divulgação do Islam e mencionamos que a obrigação de todo muçulmano convocar aos seus familiares e à sociedade brasileira. Frisamos, também, que uma parte do mundo ocidental combate o Islam, sem saber que todo o bem reside nessa religião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong>{Emocione-se com o Audio de Abertura}</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">[audio src=http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/talaalbadru.mp3]</p>
<p><span style="color: #888888;"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-732" title="dragonfly" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2008/02/dragonfly-150x150.jpg" alt="" width="200" height="200" />Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> Louvado seja Allah. Nós O louvamos, pedimos Sua ajuda e diretriz. Pedimos refúgio junto a Ele contra os malefícios das nossas almas e as maldades das nossas ações. A quem Allah encaminhar ninguém pode desviar e a quem desviar ninguém pode colocá-lo no caminho certo. Prestamos testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único, sem parceiros, nada é comparável a Ele, e nada é impossível para Ele. Ele é antigo, sem ter começo, perene, sem ter fim, nunca perece, e só acontece o que quer. Vivente, Subsistente, nada é igual a Ele e é o Oniouvinte, o Onividente. Prestamos testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro e preferido. Que Allah o abençoe e lhe dê paz, bem como a seus familiares, seus <span id="more-276"></span>companheiros e seus seguidores até o Dia do Juízo Final.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Prezados irmão, irmãs e crentes. Que Allah os abençoe. </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Falamos, na semana passada, a respeito da importância da divulgação do Islam e mencionamos que a obrigação de todo muçulmano convocar aos seus familiares e à sociedade brasileira. Frisamos, também, que uma parte do mundo ocidental combate o Islam, sem saber que todo o bem reside nessa religião.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Hoje, vamos falar sobre a segunda parte, ou seja, a conduta do Islam, o seu relacionamento com os não muçulmanos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">1. O Islam e o Profeta Mohammad (S) deram0 garantias de segurança aos judeus quando da sua migração de Makka para Madina. Os judeus de Madina foram os que traíram o pacto que fizeram com o Rassulullah (S) e tentaram matá-lo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">2. Omar Ibn Al Khattab (R), quando da conquista de Jerusalém, deu garantias de segurança aos cristãos sobre seus bens e igrejas. Ele não derramou uma só gota de sangue, não ofendeu a ninguém, mas foi misericordioso com todas as pessoas. Ele não praticou a oração na Igreja da Ressurreição, para que, mais tarde, os muçulmanos, alegando que ele havia orado naquele local, transformassem a igreja em mesquita.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">3. Abu Ubaida Ibn Al Jarrah (R) era o comandante dos exércitos muçulmanos nas terras do Iraque. Ele enviou uma carta ao Omar Ibn Al Khattab (R) que era o califa na época, informando que um soldado do exército muçulmano havia dado garantias de segurança aos habitantes de uma aldeia no Iraque. Que ele deveria fazer?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Omar respondeu-lhe que a honra do indivíduo muçulmano é a mesma do comandante. Se ele deu garantias de segurança, o comandante deve também fazê-lo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">A segunda lição: Omar disse: “Não sereis considerados leais até comprovardes sê-lo.”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Assim é a conduta do Islam, os atos da civilização islâmica, atos, não meras palavras, como são as civilizações de hoje em dia, ou as regras da Organização das Nações Unidas.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">4. A civilização Islâmica e a conduta do Islam são baseados em atos. O Profeta (S) disse: “Por Allah, se Fátima, filha de Mohammad, roubasse, eu cortaria a sua mão.”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">5. Salaheddin al Aiubi (Saladino) ao ingressar em Jerusalém após uma ocupação cruzada por 80 anos aproximadamente, não derramou sangue de ninguém. Pelo contrário, enviou o seu médico particular com remédio para o tratamento de seu inimigo, Ricardo, Coração do Leão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">6. Na época de Omar Ibn Abdel Aziz (R) os muçulmanos conquistaram a cidade de Samarcand. O povo da cidade protestou e enviou a Omar Ibn Abdel Aziz que a conquista da cidade deveria ser anulada porque os muçulmanos não cumpriram o que o Profeta lhes havia ordenado fazer, ou seja, seguir uma das três coisas:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">a) Convocação dos habitantes da cidade para o Islam</span></p>
<p><span style="color: #888888;">b) Oferecer-lhes que paguem a jizia (taxa de proteção aos não muçulmanos que não tinham a obrigação de servir ao exército)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">c) O combate.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Os muçulmanos haviam entrado na cidade repentinamente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Omar Ibn Abdel Aziz ordenou os soldados deixarem a cidade imediatamente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">7. O Islam é que diz: “Uma mulher adúltera recebeu o Paraíso porque havia dado de beber a um cão. Outra mulher recebeu o Inferno porque havia aprisionado uma gata.”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Essa religião que trata os animais com piedade, trata os seres humanos com piedade e perdão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Rassulullah (S) disse: “Quem deu garantias de segurança a uma pessoa e o matar, eu estou isento do assassino, mesmo que o assassinado seja incrédulo.”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Esse é o Islam. É a religião da piedade e da paz.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">É dever do muçulmano no Brasil convocar os nossos irmãos brasileiros para essa fabulosa religião, e devemos protegê-la. Os muçulmanos são combatidos em todo lugar, na Palestina, no Iraque, no Líbano, no Afeganistão. É nosso dever esclarecermos as pessoas a respeito da justa causa palestina, devemos ser solidários aos nossos irmãos palestinos até que a Palestina ressurja para a luz.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Peço a Allah que tenha piedade de vocês e de seus filhos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Cuidem de seus filhos. Ensinem-nos o Islam e o Alcorão. Iluminem os seus lares com a recordação de A|llah.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Que as paz e a graça de Allah estejam com o Profeta Mohammad. Amém.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Mesquita de Guarulhos</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Sermão da Sexta-feira, 8 de Safar, 1429 – 15/02/2008</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Proferido pelo Cheikh Khaled Rezk Takyddin</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Tradução e adaptação: Prof. Samir El Hayek</span></p>
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		<title>Povos Destruídos &#8211; Sobre o Autor</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>
		<category><![CDATA[HARUN YAHYA]]></category>

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		<description><![CDATA[HARUN YAHYA Sob o pseudónimo HARUN YAHYA, o autor publicou muitos livros relacionados com o tema de política e fé. Uma parte principal da sua obra trata do mundo metarialiste e o respectivo impacto na política e historia mundial. (O pseudónimo é formado pelos nomes “Harun [Aaráo] e “Yahya” [Joáo], em consideraçáo á mernória dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre><span style="color: #888888;">HARUN YAHYA</span></pre>
<p><span style="color: #888888;">Sob o pseudónimo HARUN YAHYA, o autor publicou muitos livros relacionados com o tema de política e fé. <span id="more-958"></span>Uma parte principal da sua obra trata do mundo metarialiste e o respectivo impacto na política e historia mundial. (O pseudónimo é formado pelos nomes “Harun [Aaráo] e “Yahya” [Joáo], em consideraçáo á mernória dos dois Profetas que lutaram contra a descrença). </span></p>
<p><span style="color: #888888;">As suas outras obras incluern: New Masonic Order, Freemasonry and Capitalism, The “Secret Hand” in Bosnia, Behind the Scenes of Terrorism, Israel’s Kurdish Card, A National Strategy for Turkey, Perished Nations, For Men of Understanging, The Miracle in the Cell, The Miracle in the Eye, The Miracle in the Spider, The Miracle in the Gnat, The Miracle in the Ant, Allah is Known by Wisdom and The Real Face of the Worldly Life,<br />
Entre os seus opúscolus encontram-se: The Collapse ofthe Theory of Evolution, The Fact of Creation, The Collapse of Materialism, The End of Materialism, The Blunders of Evolutionists I, The Blunders of Evolutionists II, The Biochemical Collapse of Evolution, The Desing in the Atom, The Collapse of Evolution in 20 Questions and The Biggest Deception in the History of science: Darwinism. </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Os outros trabalhos do autor sobre os tópicos Alcoránicos incluem: EverThought the Truth?, Devoted to Allah, Abandoning the Society of Ignorance, Paradise, Moral Values in the Qur’an, Knowledge of the Qur’an, Qur’an Index, Migrating for the Cause of Allah, The Character of Hypocrites in the Qur’an, The Secrets of the Hypocrite, Epithets of Allah, Communicating the Message and Disputing in the Qur’an, Basic Concepts in the Qur’an, Answers from the Qur’an, Death, Ressurrection and Hell, The Struggle of the Prophets, The Avowed Enemy of Man: Satan, Idolatry, Religion of Ignorant, The Arrogance of Satan, Prayer in the Qur’an, Conscience in the Qur’an, Day of Ressurrection, Do not Ever Forget and Disregarded Judgments of the Qur’an.</span></p>
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		<title>Povos Destruídos &#8211; Prefácio</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#60;&#60; Eis aqui alguns dos relatos da história das comunidades que Nós te relatamos; algumas ainda de pé,  outras já arrasadas.E não fomos Nós que os condenamos: Eles se condenaram a si próprios. De nada lhes valeram as divindades que invocaram, em vez de Allah, quando se cumpriu o desígnio do teu Senhor: Não fizeram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">&lt;&lt; Eis aqui alguns dos relatos da história das comunidades que Nós te relatamos; algumas ainda de pé,  outras já <span id="more-965"></span>arrasadas.E não fomos Nós que os condenamos: Eles se condenaram a si próprios. De nada lhes valeram as divindades que invocaram, em vez de Allah,<br />
quando se cumpriu o desígnio do teu Senhor: Não fizeram mais do que lhes agravar a perdição!&gt;&gt; (Capítulo Hud – 11:100-101)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Foi Allah Quem criou o homem, lhe formou o espírito e o corpo, lhe traçou o rumo da vida, e o levará à Sua presença ao causar-lhe a morte. Allah criou o homem e, conforme o versículo “Não deveria Ele conceber ─ Ele que criou?” (Capítulo Mulk – 67:14), é Ele Quem melhor o conhece, Quem o deverá educar e suprir as suas necessidades. Assim, o único objetivo real na vida </span></p>
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		<title>Povos Destruídos &#8211; Introcução</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gerações Antigas » Não os aconselhou, porventura,a história de seus antepassados, do povo de Noé, de Ad, de Tamud, de Abraão,dos Madianitas e dos habitantes das cidades nefastas, a quem os seus Mensageiros haviam apresentado as evidências? Não foi Allah Que os condenou mas, sim, foram eles próprios que se condernaram&#62;&#62;.(Capítulo At-Tawba – 9:70) A Mensagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong>Gerações Antigas</strong><br />
» Não os aconselhou, porventura,a história de seus antepassados, do povo de Noé, de Ad, de Tamud, de <span id="more-968"></span>Abraão,dos Madianitas e dos habitantes das cidades nefastas, a quem os seus Mensageiros haviam apresentado as evidências? Não foi Allah Que os condenou mas, sim, foram eles próprios que se condernaram&gt;&gt;.(Capítulo At-Tawba – 9:70)<br />
A Mensagem Divina, levada às gentes por Allah através dos Seus Mensageiros, foi-nos dada a conhecer desde a criação do Homem. Algumas sociedades interiorizaram-na, enquanto que outras a negaram. Ocasionalmente, uma minoria parte da sociedade, que a aceitou, seguiu<br />
</span></p>
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		<title>Capítulo 1</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dilúvio de Noé   » Enviamos Noé ao seu povo; e ele permaneceu entre eles mil anos menos cinquenta; e o Dilúvio surpreendeu esse povo (persistindo) na sua iniquidade&#62;&#62;. (Capítulo Al-Ankebut, 49:14) Parte integrante de quase todas as culturas, o Dilúvio de Noé é um dos episódios mais frequentemente mencionados no Alcorão. A indiferença [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong><img class="alignright size-medium wp-image-972" title="diluvio" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/diluvio-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" />O Dilúvio de Noé<br />
</strong> <br />
» Enviamos Noé ao seu povo; e ele permaneceu entre eles mil anos menos cinquenta; e o Dilúvio surpreendeu esse povo (persistindo) na sua iniquidade&gt;&gt;. (Capítulo Al-Ankebut, 49:14)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Parte integrante de quase todas as culturas, o Dilúvio de Noé é um dos episódios mais frequentemente mencionados no Alcorão. A indiferença do povo do Profeta. Noé (paz esteja com ele) perante os conselhos e avisos deste, as suas reacções e as circunstâncias que rodearam o incidente são descritas, pormenorizadamente, em muitos versículos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><span id="more-971"></span>O Profeta Noé foi enviado com o propósito de avisar o seu povo, que se tinha afastado dos ensinamentos de Deus e adorava igualmente outros deuses, para que se dedicassem exclusivamente a louvar Deus e abandonassem as suas idiossincrasias. Apesar do Profeta. Noé ter advertido, por diversas vezes, o seu povo para que se submetesse à religião de Deus e de o ter avisado da Sua ira, mesmo assim negaram o Profeta e continuaram a adorar outros deuses. Conforme o Capítulo Al-Mumenun (Os Crentes), o desenrolar dos acontecimentos foi o seguinte:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">» E, na verdade, Nós enviamos Noé ao seu povo e ele disse: ─ Ó meu povo! Servi a Deus! Vós não tendes outra divindade além de Ele. Não (O) temeis?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Mas os chefes do seu povo, que eram descrentes, disseram: ─ ele é, apenas, um mortal como vós que pretende ser superior a vós. Tivesse Allah querido por certo que faria baixar os anjos. Nada disto ouvimos no caso de nossos pais dos tempos antigos.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"> O Profeta Noé avisando o seu Povo da Punição de Deus</span></p>
<p><span style="color: #888888;">  » Enviamos Noé ao seu povo (com a Ordem): “Avisa o teu Povo, antes que lhe chegue um doloroso castigo&gt;&gt;.      (Capítulo Nuh – 71:1)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         (Noé disse:) » E logo sabereis para quem virá o castigo que o aviltará e sobre quem cairá uma eterna maldição&gt;&gt;.       (Capítulo Hud – 11:39)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         (Noé disse:) » Não deveis adorar ninguém, senão a Deus, porque temo para vós o castigo de um dia doloroso&gt;&gt;.       (Capítulo Hud – 11:26)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">A Negação do Profeta Noé pelo seu Povo</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> Os chefes do seu povo disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Ah! Vemos claramente que divagas (em espírito)&gt;&gt;  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Araf – 7:60)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Eles disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Ó Noé! Tu tens disputado connosco e multiplicas as disputas connosco; fa, portanto, baixar agora sobre nós isso com que nos ameaças, se falas verdade”&gt;&gt;                  (Capítulo Hud – 11:32)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">» Noé construiu a Arca e sempre que os chefes do seu povo passavam perto fariam pouco dele. Ele disse-lhes: ─ falei pouco de nós mas, nós despre amovos enquanto troçais.&gt;&gt;   (Capítulo Hud – 11:38)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">Os chefes dos descrentes de entre o seu povo disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Esse não é mais do que um homem como vós, que quer assegurar a sua superioridade (sobre vós). Se Allah quisesse, teria enviado anjos (por mensageiros). Jamais ouvimos tal coisa dos nossos antepassados. Ele não é mais do que um homem possesso! Porém, suportai-o temporariamente&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Muminun – 23:24-25)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">          » Antes deles, o povo de Noé havia desmentido os mensageiros; desmentiram o Nosso servo, di endo: “Eis um possesso!”, repudiando-o por todas as vias&gt;&gt;.       (Capítulo Al-Qamar – 54:9)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Desrespeito por Aqueles que Seguem o Profeta Noé</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Porém, os chefes dos descrentes entre o seu povo disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Não vemos em ti mais que um homem como nós, e não vemos a te seguir mais do que a nossa plebe irreflexiva; tão-pouco consideramos que tendes (vós e os vossos seguidores) algum mérito sobre nós; outrossim, cremos que sois uns mentirosos&gt;&gt;.         (Capítulo Hud – 11:27)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;"> Elem disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Como havemos de crer em ti, uma vez que só te segue a plebe? Respondeu-lhes: E que sei eu daquilo que fizeram do passado? Em verdade, seu côputo só incumbe ao meu Senhor, se porventura sabeis. E eu não estou aqui para repelir os crentes. Eu sou apenas um simples conselheiro&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:111-115)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Conselho de Allah ao Profeta Noé para que Não Lamente</span></p>
<p><span style="color: #888888;">E isto foi revelado a Noé: » Ninguém de entre o teu povo acreditará¸a não ser aquele que já é crente. Então não mais lamentes as suas (más) acções&gt;&gt;        (Capítulo Hud – 11:36)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Orações do Profeta Noé</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Noé:) » Por conseguinte, julga Tu (Allah) entre nós, um julgamento conclusivo, e salva-me a mim e aos crentes que estão comigo&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:118)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> Então apelou ao seu Senhor: » Sou um homem já sem recursos: socorre-me!&gt;&gt;         (Capítulo Al-Qamar – 54:10)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> (Noé:) Ele disse: » Meu Senhor! Apelei ao meu povo noite e dia; Mas o meu apelo só aumenta a (sua) fuga (ao Bem)&gt;&gt;.                  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Nuh – 71:5-6)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> (Noé:) disse: » Meu Senhor! socorre-me, pois eles acusam-me de falsidade!&gt;&gt;.         (Capítulo Al-Muminun – 23:26)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">A Construção da Arca</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> » E constrói uma Arca sob os Nossos olhos e sob a Nossa inspiração, e não (mais) Me peças em favor dos iníquos: pois serão brevemente afogados (no Dilúvio)&gt;&gt;  (Capítulo Hud – 11:37)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">A Destruição do Povo do Profeta Noé por Afogamento</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> » Mas eles rejeitaram-no, e Nós poupámo-lo juntamente com aqueles que o acompanharam na Arca: mas afogámos no Dilúvio aqueles que rejeitaram os Nossos Versículos. Era sem dúvida um povo cego!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Araf – 7:64)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » A partir daí afogámos aqueles que ficaram para trás&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:120)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Enviámos Noé ao seu povo, e ele lidou com eles mil anos menos cinquenta: mas o Dilúvio afogou-os enquanto (persistiam em) pecar&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Ankabut – 29:14)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Salvámo-lo e aqueles que a ele se juntaram, por Nossa piedade, e arrancámos as raízes àqueles que rejeitaram os Nossos Verículos, porque não eram fiéis&gt;&gt;.                  (Capítulo Al-Araf – 7:72)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>A Destruiçáo do “filho” do Profeta Noé</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Alcorão relata o diálogo entre Noé e seu filho, no início do Dilúvio:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Então a Arca flutuou com eles pelas ondas (altas) que nem montanbas, e Noé chamou pelo seu filho, que se tinha afastado (do resto)”, e disse-lhe: Ó filho meu, embarca connosco e náo fiques com os descrentes!</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Porém, ele disse: Refugiar-me-ei sobre um monte, que me livrará da água. Retrucou-lhe Noé: Não há salvação para ninguém, hoje, do desígnio de Deus, salvo para aqueles de quem Ele se compadecer. E as ondas os separaram, e o filho foi um dos afogados&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Hud – 11:42-43)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Salvação dos Crentes do Dilúvio</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Então poupámo-lo e àqueles que com ele se encontravam, na Arca cheia (com todas as criaturas)&gt;&gt;.  (Capítulo Ash-Shuara – 26:119)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          “ E salvámo-lo e aos companheiros da Arca, e fizemos da (Arca) um Sinal para todos os povos!”  (Capítulo Al-Ankabut (A Aranha) – 29:15)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>As Características Físicas do Dilúvio</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Abrimos então as portas do céu, de onde irromperam as águas torrenciais. E fizemos com que da terra brotassem nascentes, para que toda a água se juntasse (e subisse) para atingir o nível decretado. E o conduzimos (Noé) numa (Arca) feita de largas tábuas encavilhadas&#8230;&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Qamar – 54:11-13)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Até que, quando se cumpriu o Nosso desígnio e jorraram as fontes (da terra), dissemos (a Noé): Embarca nela  (a Arca) um casal de cada espécie, juntamente com a tua família, excepto aquele sobre quem tenha sido pronunciada a sentença, e embarca os que creram. Mas não creram com ele, senão poucos. Então a Arca flutuou com eles pelas ondas (altas) que nem montanbas, e Noé chamou pelo seu filho, que se tinha afastado (do resto): Meu filho! embarca sonnosco, e não permaneças com os descrentes!&gt;&gt;        (Capítulo Hud – 11:40-42)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Então lhe revelamos: » Constrói uma Arca sob a Nossa vigilância e segundo a Nossa revelação. E quando se cumprir o Nosso desígnio e a água transbordar do forno, embarca nela um casal de cada espécie, juntamente com a tua família, excepto aquele sobre quem tenha sido pronunciada a sentança; e não intercedas junto a Mim em favor dos iníquos, pois que serão afogados&gt;&gt;.  (Capítulo Al-Muminun – 23:27)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Aportar da Arca num Local Alto</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">          E foi dito: » Ó Terra! absorve as tuas águas! Ó céu! Afasta de ti as nuvens! E as águas baixaram e o desígnio foi cumprido. E a Arca se deteve sobre o Monte Al-Judi. E foi dito: Distância com o povo iníquo!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Hud – 11:44)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Significado Pedagógico do Incidente do Dilúvio</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">          » Nós, em verdade, quando as águas (do Dilúvio) transbordaram, levamo-vos na Arca, para que vos servisse de Mensagem, e para que os ouvidos (que escutassem a lenda) a guardassem na sua memória e retivessem os seus (ensinamentos) na lembrança&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Haaqqa – 69:11-12)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Louvor de Allah ao Profeta Noé</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Que a paz esteja com Noé, entre todas as criaturas! Em verdade, assim recompensamos os benfeitores. Pois ele era um dos Nossos servos fiéis&gt;&gt;.    (Capítulo As-Saaffat – 37:79-81)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Foi o Dilúvio uma Catástrofe localizada?</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">          Aqueles que negam a realidade do Dilúvio de Noé, baseiam a sua tese na ideia de que um dilúvio à escala mundial é impossível. Por outro lado, essa sua tese de negação da ocorrência de semelhante dilúvio é um ataque dirigido ao Alcorão. De acordo com tal tese, todos os Livros Sagrados, incluindo o Alcorão, que defendem a realidade do Dilúvio mundial, incorrem num erro. Todavia esta tese não é válida relativamente ao Alcorão que foi revelado por Allah e é o único Livro sagrado inalterado. A razão disto é que no Alcorão o incidente do Dilúvio é encarado de uma perspectiva bastante diferente da do Pentateuco e das lendas do Dilúvio narradas em diversas culturas. O Pentateuco, constituído pelos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, descreve um Dilúvio cósmico que cobriu toda a Terra. O Alcorão não oferece semelhante descrição, pelo contrário, os versículos relevantes relatam um Dilúvio local, que não abrangeu o mundo, mas unicamente puniu o povo de Noé que por ele tinha sido previamente avisado.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Quando se analisam as narrações do Dilúvio no Antigo Testamento e no Alcorão, esta diferença é facilmente observada. No Antigo Testamento, que foi objecto de muitas alterações e adições ao longo de toda a História, o início do Dilúvio é descrito da seguinte forma:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a Terra, e pesou-lhe em Seu coração. E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até a ave dos céus; porque Me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor&gt;&gt;     (Génesis, 6:5-8)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Mas no Alcorão está escrito que não foi o mundo inteiro, mas sim unicamente o povo de Noé foi dizimado. Assim como o Profeta Hud, que foi enviado ao povo de Ad (Capítulo Hud – 11:50), ou o Profeta Salih, enviado ao povo de Thamud, ou qualquer um dos outros Profetas, o Profeta Noé  somente foi enviado ao seu próprio povo e o Dilúvio só causou a desaparição deste. Enviámos Noé ao seu povo (com uma missão): </span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Venho junto de vós com um Claro Aviso: Que não adoreis ninguém, salvo a Deus: Temo verdadeiramente para vós o castigo de um dia terrível&gt;&gt; (Capítulo Hud – 11:25-26)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Os que pereceram foram aqueles que ignoraram totalmente a proclamação da mensagem pelo Profeta Noé e persistiram na rebelião. Os versículos seguintes são suficientemente explícitos por forma a não deixarem margem para dúvida:</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Mas, eles rejeitaram-no, e Nós poupámo-lo, e áqueles que o acompanbaram na Arca: mas dizimámos no Dilúvio aqueles que rejeitaram os Nossos Versículos, porque constituíam um povo cego!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Araf – 7:64)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          “ Salvámo-lo, e a quem com ele estava, mercê da Nossa misericórdia, e extirpamos aqueles que rejeitaram os Nossos Versículos, porque não eram fiéis”.          (Capítulo Al-Araf – 7:72)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Além do mais, no Alcorão, Allah refere que uma comunidade não será destruída se nenhum Mensageiro lhe tiver sido enviado. A destruição só ocorrerá caso um arauto já tenha chegado junto deste povo em particular e caso nele não acreditem. É descrito no Capítulo Al-Qassas – 28:59)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          “ E nunca o teu Senhor destruiu as cidades antes que fizesse surgir na sua cidade-mãe um Mensageiro que lhes recitasse os Nossos Versículos. E nunca Nós destruiríamos as cidades se os seus habitantes não fossem iníquos”.  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Dizimar um povo sem que a este não tenha enviado quaisquer Mensageiros, não é a Maneira de actuar de Allah. Com a função de Mensageiro foi o Profeta Noé enviado ao seu povo. Logo, Allah não destruiu comunidades às quais não haviam sido enviados Mensageiros; somente destruiu o povo do Profeta Noé.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Estas afirmações no Alcorão clarificam o facto de o Dilúvio de Noé ter sido um desastre local e não cósmico. As escavações efectuadas na região arqueológica onde se supõe que o Dilúvio terá ocorrido ─ que analisaremos mais tarde ─ comprovam que o Dilúvio não foi um incidente cósmico abrangendo toda a Terra, mas sim uma catástrofe de alargadas proporções que se abateu sobre uma determinada zona da Mesopotâmia.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Foram todos os Animais Levados para Bordo?</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Os intérpretes da Bíblia Sagrada acreditam que o Profeta Noé levou para bordo da Arca todas as espécies de animais da Terra e que o género animal foi salvo da extinção graças àquele. De acordo com esta crença, todos os animais da Terra foram agrupados e levados para bordo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Aqueles que defendem esta tese enfrentam certamente dificuldades em variados aspectos. As questões que se levantam relativamente à forma como os animais a bordo teriam sido alimentados, albergados, como os seus dejectos teriam sido limpos ou como teriam sido mantido separados uns dos outros, são impossíveis de ser respondidas. Mais ainda, permanece a questão da reunião de animais de diferentes continentes ─ mamíferos dos Pólos, cangurús da Austrália ou bisontes próprios da América. E seguem-se mais questões relativas à forma como foram capturados e mantidos fora dos seus ambientes naturais animais perigosíssimos, venenosos como cobras e escorpiões, ou selvagens, até que o Dilúvio cessasse.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          São estas as questões com as quais a Antigo Testamento se debate. No Alcorão não existe qualquer afirmação de que todas as espécies animais da Terra tenham sido levadas para bordo. Como mencionámos anteriormente, o Dilúvio teve lugar numa determinada região. Assim sendo, os animais levados para bordo teriam sido unicamente aqueles que viviam na região onde o povo do Profeta Noé residia.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          De qualquer modo, é evidente que se tornaria impossível a tarefa de reunir todas as espécies animais dessa região. Torna-se dificil imaginar o Profeta. Noé e o escasso número de crentes que estavam com ele (Capítulo Hud – 11:40) a partirem em todas as direcções possíveis  com o propósito de recolherem os companheiros de centenas de espécies animais nas proximidades. É inclusivamente muito pouco provável que recolhessem as espécies de insectos de entre os animais da região; para não falar de conseguirem diferenciar entre machos e fêmeas! É esta a razão pela qual é mais sensato pensar que os animais reunidos teriam sido aqueles que seriam mais facilmente recolhidos e mantidos, especialmente os animais domésticos de utilidade para o homem. Assim, o Profeta Noé teria mais provalvemente levado para bordo vacas, carneiros, cavalos, galinhas, galos, camelos e animais similares, pois estes seriam os animais essenciais para estabelecer uma vida nova, numa região que teria sido grandemente privada dos seus recursos naturais devido ao Dilúvio.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Aqui o essencial a reter é que a sabedoria divina de Deus na ordem dada ao Profeta Noé para que recolhesse os animais, reside no facto de ser orientada no sentido da recolha de animais necessários para a vida nova a ser estabelecida depois do Dilúvio, e não na preservação do género animal. Dado o Dilúvio ser local, não se punha em questão a extinção dos animais. Seria até bastante provável que no decurso do tempo após o Dilúvio, animais de outras regiões migrassem para essa área e voltassem a preencher a região com a diversidade anterior. O importante era que se restabelecesse a vida na região logo após o Dilúvio, propósito que estaria na base da escolha dos animais a reunir.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Como Subiram as Águas?</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Outra polémica relativa ao Dilúvio reside na possibilidade de as águas terem subido suficientemente por forma a cobrir as montanhas. Como é sabido, o Alcorão informa-nos que a Arca ficou presa em “Judi”, após o Dilúvio. O significado da palavra “Judi” é geralmente o de o nome de uma montanha específica, enquanto que a palavra em Árabe é sinónima de “lugar alto ─ monte”. Não deverá, assim, olvidar-se que no Alcorão a palavra “Judi” pode ter sido utilizada não com o significado do nome de uma montanha específica, mas sim para descrever como a Arca teria ficado presa num logar alto. Igualmente, o significado acima mencionado da palavra “Judi” pode muito bem insinuar que as águas alcançaram uma determinada altura, mas não tão elevada quanto o nível das montanhas, isto é, que as águas não cobriram toda a Terra e montanhas como é descrito no Antigo Testamento, mas sim só uma determinada região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>A Localização do Dilúvio de Noé</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          As Planícies da Mesopotâmia são habitualmente sugeridas como a localização provável da ocorrência do Dilúvio do Profeta Noé. Nesta região estão estabelecidas as mais antigas e refinadas civilizações da História. Além disso, o facto de se situar entre os rios Tigre e Eufrates, faz com que esta região seja geograficamente perfeita para uma grande inundação. Uma das razões que mais contribuiu para os efeitos do Dilúvio reside na probabilidade de estes dois rios terem transbordado e inundado a região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          A segunda razão pela qual esta região é aceite como a localização do Dilúvio é de índole histórica. Nos registos de várias civilizações da área podem descobrir-se diversos documentos que fazem menção a um Dilúvio que teve lugar no mesmo período. Tendo testemunhado a destruição do povo de Noé, estas civilizações sentiram provavelmente a necessidade de registar toda a ocorrência e seu resultado. É sabido que a grande maioria das lendas do Dilúvio são originárias da Mesopotâmia. Todavia, o mais importante são os achados arqueológicos. Estes corroboram que uma enorme inundação ocorreu na região. Como iremos analisar detalhadamente nas páginas seguintes, esta inundação causou um hiato na civilização. Nas escavações, os vestígios aparentes de um evento de semelhantes proporções foram trazidos à luz do dia.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          As escavações realizadas na região Mesopotâmica revelam que, por muitas vezes ao longo do História, esta região sofreu variados desastres resultantes de inundações e do transbordar dos rios Tigre e Eufrates. Por exemplo, por volta do 2°. milénio A.C., no tempo de Ýbbi-sin, o governante do grande país de Ur situado ao sul da Mesopotâmia, um ano é assinalado como “vindo a seguir a um Dilúvio que anulou as fronteiras entre os céus e a terra.” (1) Cerca de 1700 A.C., na altura do Hammurabi da Babilónia, um ano é assinalado pelo incidente da “destruição da cidade de Eshnunna por uma inundação.”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          No Século 10°. A.C., na época do governante Nabu-mukin-apal, tinha ocorrido uma inundação na cidade de Babilónia. (2) Depois de Cristo, nos séculos 7°., 8°., 10°., 11°. e 12°., inundações de proporções consideráveis teriam tido lugar na região. No Século 20°., o mesmo ocorreu em 1925, 1930 e 1954. (3) Torna-se claro que a região é atreita a inundações e que, como nos indica o Alcorão, é muito possível que um grande Dilúvio possa dizimar todo um povo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;"><strong>As Provas Arqueológicas do Dilúvio</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Não é pura coincidência que na actualidade nos deparemos com vestígios da maioria das comunidades cuja destruição é narrada no Alcorão. As provas arqueológicas apoiam o facto de quanto mais súbito é o desaparecimento de uma comunidade, mais provável se torna a descoberta dos seus desojos. Na eventualidade do repentino desaparecimento de uma civilização, resultante de catástrofes naturais, migrações súbitas ou guerras, os vestígios desta civilização serão melhor preservados. As casas que foram habitadas por essas pessoas e as ferramentas que utilizaram no seu dia-a-dia ficam, rapidamente, soterradas. Permanecem, então, preservadas da acção humana por um espaço de tempo considerável, vindo a revelar-se, aquando da sua descoberta, de extrema importância como factores elucidativos do passado.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          É desta forma que, actualmente, uma quantidade de provas do Dilúvio de Noé foram descobertas. Sendo a sua ocorrência calculada cerca do 3°. milénio A.C., o Dilúvio causou o fim momentâneo de toda uma civilização, e o surgimento de uma nova em seu lugar. Daí que as provas aparentes do Dilúvio tenham sido mantidas por milhares de anos para que nos pudessem servir de aviso.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Diversas escavações foram feitas com o intuito de investigar a inundação que cobriu as planícies da Mesopotâmia. Naquelas que foram levadas a cabo na área, foram encontrados vestígios, em 4 cidades principais, de uma inundação que só poderia ter ocorrido como resultado de um grande Dilúvio. Estas são as importantes cidades da Mesopotâmia: Ur, Erech, Kish e Shuruppak.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          As escavações levadas a cabo nestas cidades revelaram que todas as quatro foram vítimas de um Dilúvio cerca do 3°. milénio A.C.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Analisemos primeiramente as escavações na cidade de Ur.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Os mais antigos vestígios de uma civilização descobertos nas escavações na cidade de Ur, que é hoje em dia chamada “Tell al Muqqayar”, datam de tão cedo como 7000 A.C. Como um dos locais que albergou uma das mais antigas civilizações, a cidade de Ur foi um local de estabelecimento de diversas e sucessivas culturas.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Os achados arqueológicos descobertos na cidade de Ur demonstram que o processo civilizacional foi ali interrompido no seguimento de uma gigantesca inundação, e que mais tarde novas civilizações aí si iniciaram. A primeira escavação no local foi conduzida por R.H. Hall do British Museum. Leonard Woolley, que tomou a seu cargo o prosseguimento das escavações a seguir a Hall, supervisionou igualmente uma escavação organizada pelo British Museum em parceria com a University of Pennsylvania. As escavações conduzidas por Woolley, de um substancial impacto mundial, decorreram entre 1922 e 1934, e tiveram lugar no meio do deserto entre Baghdad e o Golfo Pérsico. Os primeiros fundadores de Ur eram um povo originário do norte da Mesopotâmia e autodenominavam-se “Ubaidianos”. Iniciaram-se escavações para tentar obter dados relativos a este povo. As escavações de Woolley são descritas como se segue pelo arqueólogo alemão Werner Keller:</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Os túmulos dos reis de Ur ─ como baptizou Woolley, devido a todo o seu júbilo na descoberta, as campas de nobres sumérios, cujo resplendor real foi posto a descoberto quando as picaretas dos arqueólogos se concentraram numa elevação de cinquenta pés a sul do templo e revelaram uma longa fila de campas sobrepostas. As câmaras de pedra eram verdadeiras arcas de tesouros, pois encontravam-se repletas de preciosos frascos, jarros e vasos maravilhosamente esculpidos, pratos e travessas em bronze, mosaicos de madrepérola, lápis lazuli e prata, que rodeavam estes corpos que se tinham transformado em pó. Contra as paredes encontravam-se harpas e liras. “Quase em simultâneo” ─ escreveu mais tarde no seu diário, ─ foram feitas descobertas que corroboraram as nossas suspeitas. Imediatamente abaixo do piso de uma das campas encontrámos, numa camada de cinzas de madeira, numerosas tábuas de barro, cobertas por inscrições em caracteres de um tipo muito arcaico que o das inscrições nas campas. A julgar pela natureza da escrita, as tábuas podiam datar-se de 3000 A.C.. Eram portanto dois ou três séculos mais antigas que as campas. As picaretas foram cada vez mais fundo. Continuamente surgiam novas camadas, com fragmentos de jarros, potes e taças. Os peritos concluíram que a loiça surpreendentemente se mantinha inalterada. Tinha exactamente o mesmo aspecto da que fora descoberta nas campas dos reis. Dir-se-ia que durante séculos a civilização suméria não tinha sofrido alterações significativas. Devem ter, com essa conclusão, ficado imediatamente deveras surpresos. Quando, depois de vários dias se terem passado, alguns dos trabalhadores de Woolley lhe terem informado “Estamos ao nível do chão”, ele desceu ao piso do fosso para se certificar. O seu primeiro pensamentofoi: “Por fim, é mesmo isto”. Era areia, areia pura, de um tipo que só poderia ter sido depositado pela acção da água.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Decidiram prosseguir e aprofundar ainda mais o fosso. Cada vez mais fundo foram as picaretas: três pés, seis pés ─ continuavam a encontrar lama pura. De repente, quando chegaram aos dez pés, a camada de lama desapareceu tão abruptamente como havia aparecido. Sob este depósito de barro com praticamente dez pés de profundidade, tinham novamente encontrado vestígios de habitação humana. A aparência e qualidade da loiça eram notavelmente diferentes. Aqui eram de fabrico manual. Não existiam quaisquer vestígios  de metal. O único acessório primitivo encontrado era feito de pedra lascada. Devia pertencer à Idade da Pedra! O Dilívio ─ era a única explicação possível para este enorme depósito de barro sob a elevação em Ur, que separava, sem margem para dúvida, duas épocas distintas de habitação. O mar tinha marcado a sua inconfundível presença, deixando para trás pequenos organismos marinhos incrustados na lama&gt;&gt;. (4)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          As análises microscópicas revelaram que esta grande camada de barro sob a elevação em Ur se tinha aí acumulado como resultado de um Dilúvio, de proporções capazes de aniquilar toda a antiga civilização Suméria. O épico de Gilgamesh e a história de Noé uniam-se num mesmo lugar; um profundo fosso escavado no deserto da Mesopotâmia.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Além do mais, Max Mallowan relatou os pensamentos de Leonard Woolley, que afirmou que tal camada de aluvião só poderia ser o resultado de uma catástrofe diluviana. De igual modo, Woolley descreveu a camada que separa a cidade Suméria de Ur da cidade de Al Ubaid, com a sua  loiça pintada, como os restos do Dilúvio. (5)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Estes mostravam que a cidade de Ur era um dos locais que tinham sido afectados pelo Dilúvio. Werner Keller enfatizou a importância da escavação mencionada acirna afirmando que os vestígios de uma cidade sob uma camada de lama comprovavam que aí teria acontecido um Dilúvio. (6)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Uma outra cidade de Mesopotâmia apresentando vestígios do Dilúvio é a cidade de Kish dos Sumérios, mais conhecida por Tall Al-Ubaimer. De acordo com antigas fontes de origem Suméria, esta cidade fora o “local da primeira dinastia pós-diluviana”. (7)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          A cidade de Shuruppak no sul da Mesopotâmia, hoje denominada Tall Fa’rah, apresenta igualmente marcas do Dilúvio. A investigação arqueológica nesta cidade foi encabeçada por Erich Schmidt da University of Pennsylvania, entre 1920 e 1930. Estas escavações puseram à vista três camadas de habitação estendendo-se temporalmente do período pré-histórico à 3ª dinastia de Ur (aprox. 2112 a 2004 A.C.). As descobertas mais significativas foram ruínas de casas bem edificadas e tábuas com escrita cuneiforme, registos administrativos e listas de palavras, indiciando uma sociedade altamente evoluída, existindo já no final do 4°.  milénio A.A. (8)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O ponto principal a reter a este respeito é que aconteceu um enorme Dilúvio nesta cidade cerca de 2900-3000 A.C.. De acordo com o relato de Mallowan, Schmidt tinha atingido, 4 a 5 metros abaixo do solo, uma camada amarela de terra constituída por uma mistura de barro e areia (camada esta que se formou com o Dilúvio). Esta camada estava mais próxima do nível da planície do que os túmulos, e podia ser observada à volta de todos aqueles. Schmidt definiu esta camada feita de uma mistura de barro e areia, que tinha persistido desde o tempo do Antigo Reino de Cemdet Nasr, como “areia originária do rio” e associou-a ao Dilúvio de Noé. (9)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Igualmente, nas escavações da cidade de Shuruppak, foram descobertos os restos de uma inundação, que correspondiam aos anos 2900-3000 A.C. Provavelmente a cidade de Shuruppak foi tão afectada pelo Dilúvio quanto as outras. (10)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O mais recente local comprovadamente afectado pelo Dilúvio é a cidade de Erech ao sul de Shuruppak, conhecida como Tall Al-Warka. Nesta cidade encontra-se como nas outras uma camada de aluvião. Esta camada é, como nas outras, datada de 2900-3000 A.C.. (11)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Como é do conhecimento geral, os rios Tigre e Eufrates dividem toda a Mesopotâmia de uma ponta a outra. Aparentemente, durante o incidente, estes dois rios e muitas outras origens de água, pequenas e grandes, transbordaram e causaram uma gigantesca inundação à qual se veio juntar a água da chuva. O incidente é descrito no Alcorão:</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          » Abrimos então as portas do céu, de onde irromperam as águas. E fizemos com que da terra brotassem nascentes, para que toda a a água se juntasse (e subisse) para atingir o nível decretado&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Qâmar – 54:11-12)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Quando se analisam um por um cada um dos factores causadores do Dilúvio, assemelham-se todos a fenómenos naturais. O que torna este incidente milagroso reside no facto de terem ocorrido simultâneamente e de Noé deles ter avisado previamente o seu povo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          A compilação das pistas obtidas através dos estudos concluídos revelou que a área do Dilúvio abrange aproximadamente 160 km (de largura) de este a oeste, e 600 km (de comprimento) de norte a sul. Isto demonstra que o Dilúvio cobriu todas as planícies da Mesopotâmia. Quando examinamos a ordem das cidades Ur, Erech, Shuruppak e Kish, que apresentam os vestígios do Dilúvio, chegamos à conclusão de que estão alinhadas. Portanto o Dilúvio deverá ter afectado estas cidades e seus arredores. Deve igualmente acrescentar-se que, cerca de 3000 A.C., a estrutura geográfica da planície da Mesopotâmia era bastante diferente da actual. Nessa altura, o leito do rio Eufrates localizava-se mais a este do que no presente; o seu percurso passava po Ur, Erech, Shuruppak e Kish. Com a abertura das “fontes do céu e da terra”, poderá dizer-se que o rio Eufrates transbordou e espalhou-se, destruindo as quanto cidades atrás mencionadas.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>As Religiões e Culturas Que Mencionam o Dilúvio</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">       Dado a conhecar a quase todos os povos, através dos Profetas que transmitiam a Religião da Verdade, o Dilúvio tornou-se numa lenda para essas comunidades, fundindo-se com diversas degenerações e extensões.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Allah deu a conhecer aos povo o Dilúvio de Noé através dos Mensageiros e dos livros que enviou às diferentes comunidades para que lhes servisse de aviso e exemplo. Mas, de cada vez, os textos se afastam mais dos seus originais, e as descrições do Dilúvio são aumentadas por elementos mitológicos. O Alcorão é a única fonte que se encontra de acordo com as descobertas científicas. Isto só acontece porque Allah protegeu o Alcorão de qualquer alteração e não permitiu que o seu original fosse corrompido. De acordo com o seguinte julgamento do Alcorão, »Nós Enviámos, sem dúvida, a Mensagem; e somos o Seu Guardião (da corrupção)&gt;&gt;. (Capítulo Al-Hijr – 15:9), o Alcorão encontra-se sob a especial protecção de Allah.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Na última parte deste capítulo dedicado ao Dilúvio, analisaremos como o incidente é ilustrado ─ embora largamente corrompido ─ em várias culturas e no Antigo e Novo Testamento.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Dilúvio de Noé no Antigo Testamento</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">       O Pentateuco, o livro verdadeiramente revelado ao Profeta Moisés, perdeu o seu carácter de originalidade com o passar do tempo e teve partes alteradas pelos líderes da comunidade Judaica. Aquilo que todos os outros Profetas enviados aos Filhos de Israel, depois do Profeta Moisés, anunciaram, foi sujeito exactamente ao mesmo tipo de tratamento. Portanto, esta característica do “Pentateuco Alterado”, que perdeu a sua originalidade, leva-nos a considerá-lo não como um livro sagrado, mas sim como um livro de história. Previsivelmente, esta estrutura e as contradições que o Pentateuco Alterado contém encontram-se  bem patentes no episódio de Noé, apesar de este conter, esporadicamente, algum paralelismo com o Alcorão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          De acordo com o Antigo Testamento, Deus proclama a Noé que todos, salvo os crentes, seriam destruídos por a terra estar plena de violência. Para este fim, Ele ordena-lhe que construa uma arca e descreve detalhadamente a forma de o fazer. Diz-lhe igualmente que leve com ele a sua família, os seus três filhos e suas mulheres, além de um par de cada ser com vida e algumas provisões.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Sete dais mais tarde, quando chega a altura do Dilúvio, todas as fontes subterrâneas são abertas, assim como as janelas do céu e inicia-se um grande dilúvio. Isto dura quarenta dias e quarenta noites. A embarcação navega sobre águas que cobrem montanhas e picos. Assim os que estão a bordo com Noé são salvos e todos os outros perecam afogados, levados pelas águas do Dilúvio. A chuva pára depois do Dilúvio que dura 40 dias e 40 noites e as águas começam a baixar 150 dias depois.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Depois disso, o barco repousa sobre os montes de Ararat (Aôrý) no sétimo mês, ao décimo sétimo dia do mês. Noé manda uma pomba par apurar se as águas retrocederam completamente e quando verifica que a mesma não regressa, conclui que as águas retrocederam completamente. Deus ordena-lhes que abandonem a embarcação e se espalhem pela terra.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Um das contradições em que o Antigo Testamento incorre nesta história é que no texto de origem “Yahveista”, a seguir a este relato, é contado que Deus ordenou ao Profeta Noé que levasse consigo sete animais de cada um dos por Ele considerados “puros” e dois de cada um dos “impuros”. Isto é uma contradição relativamente ao texto acima. Além disso, no Antigo Testamento, a duração do Dilúvio é igualmente diferente. De acordo com o relato Yahveista, a subida das águas leva 40 dias enquanto para os leigos leva 150.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Algumas partes do Antigo Testamento relacionadas com o Dilúvio de Noé são como se segue:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         » Então disse Deus a Noé: o fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Faze para ti uma arca da madeira de Gofer: farás compartimentos na arca, e a betumarás, por dentro e por fora, com betume.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E desta maneira a farás: de terezentos côvados o cumprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e trinta côvados a sua altura.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Porque eis que Eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra expirará.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres dos teus filhos contigo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, meterás na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &#8230; Assim fez Noé: conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez&gt;&gt; ─ (Génesis, 6 / 13-22)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » E a arca repousou, no sétimo mês, no dia dezassete do mês, sobre os montes de Ararat&gt;&gt; ─ (Génesis, 8 / 4)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » De todo o animal limpo tomarás para ti sete e sete, macho e fêmea; mas, dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Também das aves dos céus sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida a semente sobre a face de toda a terra&gt;&gt; ─ (Génesis, 7 / 2-3)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » E eu, convosco, estabeleço o meu convénio, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio; e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra&gt;&gt;. ─ (Génesis, 9 / 11)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Segundo o Antigo Testamento, de acordo com o veredicto “cada coisa que está (na) terra perecerá” devido a um dilúvio universal, todas as pessoas foram  punidas, e as únicas que poderiam sobreviver seriam as que tinham embarcado na arca com o Profeta Noé.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Dilúvio no Novo Testamento</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">       A Bíblia que temos hoje em dia não é um Livro Sagrado na verdadeira acepção da palavra. Sendo constituído pelas palavras e acções de Jesus (Issa. a.s.), o Novo Testamento inicia com quatro “Evangelhos” escritos em meados do século II após a morte de Jesus por pessoas que nunca o viram, nem sequer se encontraram na companhia dele; nomeadamente, Mateus, Marco, Lucas e João. Existem contradições óbvias entre estes quatro Evangelhos. Em particular, o Evan-gelho escrito por João difere grandemente dos outros três (Evangelhos Sinópticos) que se assemelham muito entre si. Os outros livros do Novo Testamento são constituídos pelas cartas escritas pelos apóstolos ou por Saul de Tarso (mais tarde chamado São Paulo) descrevendo as acções dos apóstolos após a morte de Jesus. (11-A)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Assim, a Bíblia actual não é um texto Sagrado, mas antes um livro histórico.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No Novo Testamento, o Dilúvio de Noé é sucintamente descrito da seguinte forma; o Profeta Noé foi enviado a uma comunidade desencaminhada e desobediente, mas as suas gentes não o seguiram e prosseguiram com as suas perversidades. Em vista disto, Deus fez pagar aqueles que rejeitaram a fé com o Dilúvio e salvou o Profeta Noé e os crentes colocando-os na Arca. Seguem-se alguns capítulos do Novo Testamento relacionados com o assunto:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » E, como foi nos dias de Noé¸ assim será, também, a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. E não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será, também, a vinda do Filho do homem.&gt;&gt; ─ (Mateus, 24 / 37-39)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos impíos&gt;&gt; ─ (Segundo Pedro, 2 / 5)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » E como aconteceu nos dia de Noé, assim será, também, nos dis do Filho de homem. Comiam, bebeiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu todos&gt;&gt; ─ (Lucas, 17 / 26-27)      </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » Os quais, noutro tempo, foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé¸ enquanto se preparava a arca, na qual poucas (isto é oito) almas se salvaram pela água&gt;&gt; ─ (Primeiro Pedro, 3 / 20)         </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         ─ » Eles voluntariamente ignoram isto: que, pela palavra de Deus, já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio&gt;&gt; ─ (Segundo Pedro, 3 / 5-6)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Relato do Dilúvio em Outras Culturas</strong></span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Suméria: Um deus chamado Enlil anuncia ao povo que deuses pretendem destruir a humanidade, mas que ele tenciona salvá-los. O herói desta história é Ziusudra, o rei devoto da cidade de Sippur. O deus Enlil diz a Ziusudra o que fazer para se salvar do Dilúvio. O texto relacionado com a construção da embarcação não está presente, mas o facto da existência de semelhante parte é revelado nas partes onde é relatado o salvamento de Ziusudra. Confiando na versão Babilónica do Dilúvio, pode-se chegar a conclusão de que na versão Suméria completa do evento, deveriam existir muitos mais detalhes explicativos do motivo do Dilúvio e da construção da embarcação.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Babilónia: Ut-Napishtim é o correspondente Babilónio do herói Sumério do Dilúvio, Ziusudra. Outro personagem importante é Gilgamesh. Segundo a lenda, Gilgamesh decide procurar os seus antepassados para junto deles encontrar o segredo da imortalidade. É avisado dos perigos e dificuldades de tal jornada. É-lhe dito que a viagem que vai iniciar fá-lo-á passar por cima das “Montanhas Mashu e das águas da morte”; e que semelhante périplo até então só tinha sido concluído pelo (deus-Sol) deus Shamash. Todavia Gilgamesh enfrenta todos os perigos da viagem e consegue alcançar Ut-Napishtim.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O texto encontra-se cortado na parte em que se relata o encontro entre Gilgamesh e Ut-Napishtim; e quando se regressa à parte legível, Ut-Napishtim está prestes a partilhar com Gilgamesh que “os deuses reservam para si o segredo da morte e da vida” (que não o davam as pessoas). Perante isto, Gilgamesh pergunta a Ut-Napishtem como foi que este adquiriu a imortalidade; e Ut-Napishtim relata-lhe a história do dilúvio que também é mencionado nas famosas “doze tábuas” do épico de Gilgamesh.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Ut-Napishtim inicia o seu relato pela afirmação de que a história que vai contar a Gilgamesh é “algo secreto, um segredo divino”. Ele conta que provém da cidade de Shuruppak, a mais antiga das cidades da terra de  Akkad. Segundo a sua descrição, o deus “Ea” tê-lo-á contactado através das paredes de um abrigo feito de canas e declarou-lhe que os deuses tinham decretado que todas as formas de vida seriam destruídas por um dilúvio; mas a razão para a sua decisão não é explicada no Dilúvio Babilónio, assim como no Sumério. Ut-Napishtim diz que “Ea” lhe sugeriu que construisse uma embarcação onde reunisse todas as “sementes de seres vivos”. Ele informa-o do tamanho e forma da embarcação; segundo isto, a largura, comprimento e altura da embarcação são iguais entre si. A tempestade tudo devasta ao longo de seis dias e seis noites. No sétimo dia acalma. Ut-Napishtim verifica que no exterior, tudo estava “transformado em lama pegajosa”. A embarcação está assente no Monte Nisir.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         De acordo com os registos Sumérios e Babilónios, Xisuthros ou Khasisatra é salvo do Dilúvio por uma embarcação com 925 metros de comprimento, juntamente com a sua família, amigos, pássaros e alguns outros animais. Diz-se que “as águas estendiam-se aos céus, os oceanos cobriam as costas e os rios transbordavam dos seus leitos”. A embarcação fica então assente na montanha Corydae.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Segundo os registos Assírio-Babilónios, Ubar-Tutu ou Khasisatra é salvo conjuntamente com a sua família, criados, bandos e animais selvagens, por uma embarcação de 600 cúbitos de comprimento por 60 cúbitos de altura e largura. O Dilúvio dura 6 dias e 6 noites. Quando a embarcação assenta no Monte de Nizar, a pomba que foi solta regressa mas o corvo não.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Segundo alguns registos Sumérios, Assírios e Babilónios, Ut-Napishtim e sua família sobrevivem ao Dilúvio que dura 6 dias e 6 noites. É dito: “No sétimo dia Ut-Napishtim olhou para fora. Tudo estava silencioso. O homem tinha-se novamente transformado em barro”. Quando a embarcação assente no Monte Nizar, Ut-Napishtim liberta um pombo, um corvo e um pardal. O corvo permanece para se banquetear com os cadáveres, mas os outros dois pássaros não regressam.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Índia: Nos épicos indianos Shatapatha, Brahmana e Mahabharata, o homem chamado Manu é salvo, juntamente com Rishiz, do dilúvio. De acordo com a lenda, um peixe pescado por Manu, cuja vida é por este poupada, repentinamente aumenta de tamanho e diz-lhe que construa um barco. Este peixe é encarado como sendo uma aparição do deus Vishnu. O peixe conduz o barco por entre ondas gigantescas, conduzindo-o para norte, para a montanha Hismavat.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Gales: Segundo as lendas das regiões galesas da Grã-Bretanha, Dwynwen e Dwyfach escapam da grande catástrofe com o auxílio de um barco. Quando as terríveis inundações causadas pelo transbordar de Llynllion, o Lago das Ondas, cessam, Dwynwen e Dwyfach iniciam a procriação de todos os Britânicos.</span><span style="color: #888888;">  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Escandinávia: As lendas nórdicas. Edda relatam que Bergalmir e sua mulher se salvam do dilúvio num grande barco.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">        Lituánia: Nas lendas lituanas é dito que alguns casais e pares de animais se salvam refugiando-se numa caverna no topo de uma alta montanha. Quando os ventos e as torrentes de água, que duram 12 dias e 12 noites, se aproxirmam do topo da alta montanha e ameaçam engolir os que aí se refugiaram, o Criador envia-lhes uma concha gigante. Aqueles que se encontravam na montanha são salvos por embarcarem nessa concha gigante.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         China: Fontes chinesas lembram que alguém chamado Yao, juntamente com 7 outras 7 pessoas ou Fa Li, com sua mulher e filhos, escapam das inundações e terramotos num barco à vela. Diz-se que “toda a terra estava em ruínas. As águas tudo cobriram”. Por fim, as águas baixam.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Dilúvio de Noé na Mitologia Grega: O “deus” Zeus decide destruir o povo, que dia a dia se tornava mais pecador, por intermédio de uma inundação. Só Deucalio e sua mulher Pyrrha puderam escapar do dilúvio, pois o pai deste, Prometeu, o avisou para que construísse uma embarcação. O casal desembarca no Monte Parnassos no 9° dia a seguir ao embarque.</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Todos estes relatos revelam uma realidade concreta. Na história, cada comunidade recebeu a mensagem da revelação Divina, e foi assim que muitas vieram a tomar conhecimento do Dilúvio. Infelizmente, assim como as gentes se afastaram da essência da revelação Divina, assim o relato do Dilúvio sofreu diversas alterações, e acabou por se transformar em lenda e mitologia.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A única fonte em que podemos encontrar a  verdadeira história do Profeta Noé e o seu povo rebelde, é o Alcorão, que é, actualmente, a única fonte imaculada da revelação Divina.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Esta particularidade do Alcorão dá-nos a informação correcta, não só àcerca do Dilúvio de Noé, mas também àcerca de outros acontecimentos históricos e povos. Nos seguintes capítulos, reveremos esta informação verdadeira.</span></p>
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		<title>Capítulo 2</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:37:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A Vida do Profeta Abraão   « Abraão (Ibrahim) não era Judeu nem tão pouco Cristão; mas era “hanif” (sincero e avesso a todos os credos falsos), e submetido à vontade de Allah (Muçulmano), e nunca foi politeísta. Na verdade, entre as pessoas, os mais achegados a Abraão, são aqueles que o seguiram, assim como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"> <img class="alignright size-medium wp-image-976" title="mecca" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/mecca-saudi-arabia-m-soli-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><strong>A Vida do Profeta Abraão</strong><br />
 <br />
« Abraão (Ibrahim) não era Judeu nem tão pouco Cristão; mas era “hanif” (sincero e avesso a todos os credos falsos), e submetido à vontade de Allah (Muçulmano), e nunca foi politeísta. Na verdade, entre as pessoas, os mais achegados a Abraão, são aqueles que o seguiram, assim como (são) este Profeta (Muhammad) e os que (com ele) crêm: E Allah é o Protector dos crentes».(Capítulo Al’Imran – 3:67-68)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Profeta Abraão é um dos profetas mais referidos no Alcorão e é distinguido por Allah para que dê um exemplo ao povo. Ele passou a mensagem de Allah ao seu povo que adorava ídolos e preveniu-os <span id="more-975"></span>para que temessem Allah. O seu povo não escutou os seus avisos, pelo contrário, ficaram contra ele. Quando a opressão das suas gentes aumentou de intensidade, o Profeta Abraão teve de partir, juntamente com a sua mulher, o Profeta Lut, e alguns outros.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Profeta Abraão descendia do Profeta Noé. O Alcorão diz também que ele seguia a Via de Noé.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         « Que a paz esteja com Noé, entre todos os povos! Na verdade, assim Nós recompensamos os benfeitores. Pois ele era um dos Nossos servos crentes. Logo, afogamos os demais. Sabei que enter aqueles que seguiram a sua Via estava Abraão».      (Capítulo As-Sáffat – 37:79-83)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No tempo do Profeta Abraão, muitas das gentes que habitavam as planícies da Mesopotâmia adoravam os céus e os astros. O seu maior deus era “Sin”, o deus-Lua. O deus-Lua era personificado num homem com longas barbas e trajando uma túnica enfeitada por uma lua em forma de crescente. Além disso, estas gentes elaboravam muitas esculturas e imagens destes deuses e adoravam-nas. Este era um culto deveras alargado que encontrara o seu local ideal no Próximo Oriente, e portanto aí se mantivera por um vasto período de tempo. Os povos da região continuaram a adorar estes deuses até cerca de 600 A.C.. Como consequência deste culto, foram erigidas nas regiões que se estendiam da Mesopotâmia ao interior da Anatolia, construções conhecidas como “Zigurates”, que eram utilizadas com locais de vigia e templos, e onde alguns deuses, como pricipalmente o deus-Lua “Sin”, eram adorados. (12)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Este credo, só revelado por escavações arqueológicas no presente, pode ser encontrado no Alcorão. Como mencionado no Alcorão, o Profeta Abraão recusou-se a adorar estas divindades e voltou-se unicamente para Allah, o único Deus verdadeiro. No Alcorão, a conduta do Profeta Abraão é relatada como se segue:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         « E recorda-te de quando Abraão disse a seu pai Azar: “Tomas tu os ídolos por deuses? Na verdade, eu vejo-te, a ti e ao teu povo em manifesto erro”. E assim Nós mostrámos a Abraão o reino dos céus e da terra, para que ele se contasse entre os persuadidos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando a noite se tornou negra, ele viu por cima de si uma estrela: ele disse: “Este é o meu Senhor”. Mas quando esta desapareceu, disse: “Não amo as coisas que desaparecem”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando viu a lua levantar-se, disse: “Este é o meu Senhor”. Mas quando esta desapareceu, disse: “A não ser que o meu Senhor me guie, estarei, certamente, entre as gentes perdidas”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando viu o sol levantar-se, disse: “Este é o meu Senhor: este é o maior”. Mas quando este desapareceu, disse: “Ó meu povo! Estou, na verdade, libertado de tudo isso que associais ao Senhor.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Eu volto a minha face para Aquele que criou os céus e a terra, como um hanif (monoteísta), e não me conto entre os idólatras”».</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Anám – 6:74-79)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No Alcorão, o local de nascimento do Profeta Abraão e os locais onde viveu não são descritos detalhadamente. Mas é insinuado que, tanto o Profeta Abraão como o Profeta Lut, viveram em locais próximos na mesma altura. Pois os anjos enviados ao povo de Lut tinham anteriormente aparecido ao Profeta Abraão para lhe dar as boas-novas da gravidez de sua mulher.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Uma questão importante relativa ao Profeta Abraão patente no Alcorão, que não é mencionada no Antigo Testamento, é a da construção da Caaba (ár. Ka’bah). No Alcorão, e Caaba é construída pelo Profeta Abraão e pelo seu filho. Isma’il. Na actualidade, o único facto que se conhece relativamente ao passado da Caaba é que esta é considerada um lugar sagrado desde tempos remotos. Portanto a colocação dos ídolos na Caaba durante a Idade da Ignorância (ou Obscurantismo), anterior ao Profeta Muhammad (Maomé), a paz esteja com ele, é consequência da degeneração e distorsão da religião sagrada anunciada pelo Profeta Abraão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Profeta Abraão de acordo</span></p>
<p><span style="color: #888888;">com o Antigo Testamento<br />
 <br />
       O Antigo Testamento é provavelmente a fonte mais detalhada sobre o Profeta Abraão. De acordo com o relato, o Profeta Abraão nasceu por volta de 1900 A .C., na cidade de Ur, uma das mais importantes cidades daquele tempo, que ficava no sudeste das planícies da Mesopotâmia. Quando nasceu, o Profeta Abraão não foi chamado Abraão mas sim Abrão. O seu nome seria mudado por Deus (YHAWEH), mais tarde.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Um dia, de acordo com o Antigo Testamento, Deus pediu a Abrão para se deslocar deixando a sua terra e o povo, ir para um país indefinido e dar início a uma nova comunidade aí. Abrão, aos 75 anos, escutou isto e pôs-se a caminho com sua estéril esposa Sarai ─  que  mais tarde é referida como “Sarah”, que significa princesa ─ e seu sobrinho, Lut. Enquanto viajavam para a Terra Escolhida, ficaram em Harran por algum tempo, e depois continuaram a sua jornada. Quando chegaram ao reino de Canaan prometido por Deus, foi lhes dito que este lugar havia sido escolhido especificamente para eles e dado a eles. Qoando Abrão alconçou a idade de 99 anos, ele fez um acordo com Deus e seu nome foi mudado para Abraão. Morreu aos 175 anos e está enterrado numa cave do Machpelah, perto da cidade de Hebron (el-Kaalil) situada na Margem Ocidental, que está sob ocupação de Israel, actualmente. Esta terra comprada pelo Profeta Abraão por uma certa quantidade de dinheiro, é a primeira propriedade sua e de sua família na Terra Prometida.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Local de Nascimento do Profeta Abraão,</span></p>
<p><span style="color: #888888;">de Acordo com o Antigo Testamento</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Onde o Profeta Abraão nasceu foi sempre uma questão de debate. Enquanto os Cristãos e os Judeus dizem que o Profeta Abraão nasceu no Sul da Mesopotâmia, o pensamento prevalecente no mundo Islâmico é que o seu local de nascimento fica em redor de Urfa-Harran. Alguns novos achados mostram que as teses dos Judeus e Cristãos não reflectem completamente a verdade.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os Judeus e os Cristãos baseaim-se no Antigo Testamento para dizerem que o local de nascimento do Profeta Abraão fica no sul da Mesopotâmia. Após o nascimento do Profeta Abraão e criação na cidade, diz-se que ele foi para o Egipto e alcançou o Egipto ao fim de uma longa jornada na qual passou à volta de região de Harran, na Turquia.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Contudo, uma cópia do Antigo Testamento encontrada recentemente gerou sérias dúvidas acerca da precisão desta informação. Nesta cópia Grega do Sec. III A.C., que é considerada ser a mais antiga cópia do Antigo Testamento que foi encontrada, o nome da cidade de “Ur” nunca foi mencionado. Actualmente, muitos investigadores do Antigo Testamento dizem que a palavra “Ur” não é precisa no manuscrito ou no subsequente acrescentamento. Isto implica que o Profeta Abraão não nasceu na cidade de Ur, e talvez nunca tenha estado na região da Mesopotâmia durante a sua vida.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Além disso, devia saber-se que os nomes de algumas localidades, e as regiões que elas implicam, podiam ter mudado com o tempo. Assim há dois milénios atrás, a Mesopotâmia implicava uma região mais a norte, mesmo alcançando até Harran, e espalhando-se pelas terras Turcas. Contudo, mesmo se for aceite que a expressão planície da Mesopotâmia esteja implícita no Antigo Testamento esteja certa, seria incorrecto pensar qua a Mesopotâmia de dois milénios atrás e a Mesopotâmia de hoje sejam os mesmos locais.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mesmo que haja sérias dúvidas e desacordos sobre a cidade de Ur, que é indicada como o local de nascimento do Profeta Abraão, há um consenso comum sobre o facto de que Harran e aquele região eram locais onde o Profeta Abraão viveu. Mais ainda, uma curta pesquisa feita sobre o Antigo Testamento indicaria alguma informação apoiando o facto de que o local de nascimento do Profeta Abraão foi Harran. Por exemplo, no Antigo Testamento, a região Harran é designada com a “Região de Aram” (Génesis, 11/31 e 28/10). Diz-se que aqueles que vieram da família do Profeta Abraão se apresentam como “filhos de um Arami” ─  (Deutoronómio, 26/5). A identificação do Profeta Abraão como um Arami mostra que ele viveu nesta região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Nas fontes Islâmicas, há uma forte convicção de que o local de nascimento do Profeta Abraão é Harran e Urfa. Em Urfa, que é chamada a “cidade dos Profetas” há muitas histórias e lendas acerca do Profeta Abraão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Porque foi o Antigo Testamento Alterado?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">       O Antigo Testamento e o Alcorão descrevem dois diferentes Profetas chamados Abraão. No Alcorão, o Profeta Abraão é enviado para um povo idólatra como mensageiro. Seu povo adora os céus, as estrelas, a lua e vários ídolos. Ele luta contra o seu povo, tenta reverter as suas superstições e crenças, e inevitavelmente agita a inimizade de toda a sua comunidade, inclusive seu pai.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Actualmente, nada disso é mencionado no Antigo Testamento. O lançamento do Profeta Abraão ao fogo e a destruição dos ídolos da sua comunidade não têm lugar no Antigo Testamento. O Profeta Abraão é, em geral, representado como o anteppassado dos Judeus no Antigo Testamento. É evidente que esta posição no Antigo Testamento é figurada pelos chefes da comunidade Judaica procurando trazer o conceito de “raça” à ribalta. Os Judeus que acreditam que são o povo escolhido eternamente e tornados superiores por Deus, deliberada e voluntariamente, alteraram o seu Livro Divino e fizeram aumentos e cortes de acordo com esta fé. Eis porque o Profeta Abraão é meramente figurado como antepassado dos Judeus no Antigo Testamento.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os Cristãos que acreditam no Antigo Testamento, pensam que o Profeta Abraão é o antepassado dos Judeus, mas com uma só excepção; de acordo com os Cristãos, o Profeta Abraão não é Judeu mas sim Cristão. Esta posição dos Cristãos, que não ligavam ao conceito de raça tanto como os Judeus, causou o desacordo e lutas entre as duas religiões. Allah traz a seguinte explicação a estes argumentos na Alcorão:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         « Ó Povos do Livro! Porque disputais a respeito de Abraão, uma vez que a Tora e o Evangelho só foram revelados depois dele? Não compreendeis isto?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Vós sóis os que disputais sobre aquilo de que apenas tendes algum conhecimento; então, porque disputais sobre aquilo de que não sabeis? E Allah sabe, e vós não sabeis.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Abraão não era Judeu nem tão pouco Cristão; mas era “hanif” (sincero e avesso a todos os credos falsos) e submetido à vontade de Allah (muçulmano), e nunca foi politeísta.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Na verdade, entre as pessoas, as mais achegadas a Abraão são aquelas que o seguiram, assim como (o são) este Profeta (Muhammad) e os que (com ele) creêm: e Allah é o Protector dos crentes».    </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Imran &#8211; 3:65-68)   </span></p>
<p><span style="color: #888888;">            No Alcorão, sendo muito diferente do que está escrito no Antigo Testamento, o Profeta Abraão é uma pessoa que avisou seu povo para que temessem Allah e que lutou contra eles para esta finalidade. A partir da sua juventude, ele avisou o seu povo, que era adorador de ídolos, e aconselhou-os a desistirem dessa prática. O seu povo reagiu ao Profeta Abraão tentando matá-lo. Tendo escapado desta malvadez do seu povo, o Profeta Abraão, finalmente, afastou-se destes eventos, emigrando.</span></p>
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		<title>Capítulo 3</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>
		<category><![CDATA[O Povo de Lot]]></category>

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		<description><![CDATA[O Povo de Lot e a Cidade que Ficou de Cabeça para Baixo   &#60;&#60; O povo de Lot rejeitou (os seus) avisos. Nós enviámos uma violenta tempestade de pedras sobre eles todos, (que os dizimou), com excepção da família de Lot, a qual salvamios na hora da alvorada, como uma Graça da Nossa parte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong><img class="alignright size-medium wp-image-979" title="284643584_869720d53a_z" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/284643584_869720d53a_z-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" />O Povo de Lot e a Cidade que Ficou de Cabeça para Baixo</strong><br />
 <br />
&lt;&lt; O povo de Lot rejeitou (os seus) avisos. Nós enviámos uma violenta tempestade de pedras sobre eles todos, (que os dizimou), com excepção da família de Lot, a qual salvamios na hora da alvorada, como uma Graça da Nossa parte. Assim recompensamos os agradecidos. E (Lot) já os havia avisado do Nosso castigo, mas eles duvadaram dos avisos&gt;&gt;. (Capítulo Al-Qamar – 54:33-36)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Profeta Lot viveu ao mesmo tempo que o Profeta Abraão. O Velho Testamento diz que o Profeta Lot era sobrinho do Profeta Abraão e que eles viajaram uma certa distância juntos nas longas jornadas do Profeta Abraão. O Profeta Lot foi enviado como mensageiro a uma das comunidades vizinhas. Estas pessoas, como nos diz o Alcorão, praticavam a perversão nunca vista no mundo até então, nomeadamente a homossexualidade. Quando o Profeta Lot lhes disse para evitarem esta perversão e lhes trouxe o aviso de Allah, eles negaram-no, <span id="more-978"></span>recusaram a sua profecia, e seguiram em diante com a sua perversão. No fim, estas pessoas foram destruídas por um assustador desastre. Esta cidade, onde o Profeta Lot resistiu, é referida como Sodoma no Velho Testamento. Estando situada no norte do Mar Vermelho, esta comunidade implicitamente pereceu tal como está escrito no Alcorão. Os estudos arqueológicos revelam que a cidade está localizada à volta do Mar Morto, estendendo-se ao longo da fronteira Israelo-Jordana. Antes de examinar os restos deste desastre, vamos ver porque é que o povo de Lot foi punido desta maneira. O Alcorão diz como o Profeta Lot avisou o seu povo e o que lhe disseram em resposta:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; O povo de Lot rejeitou os mensageiros. Quando seu irmão Lot lhes disse: Não temeis (Allah)? Eu sou um mensageiro fiel para vós; temei, pois, a Allah, e obedecei-me. Não vos exijo, por isso, recompensa alguma, porque a minha recompensa virá do Senhor dos Mundos. De entre todas as criaturas, vós aproximais dos machos, deixando de lado o que o vosso Senhor criou para vós, para serem vossas esposas? Em verdade, sois um povo depravado!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Eles disseram: Se não desistires, ó Lot, contar-te-ás entre os desterrados!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Ele disse: Sabei que eu detesto a vossa conduta&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chu’ara – 26:160-168)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Povo de Lot ameaçou-o (ao Profeta Lot) em reacção ao seu convite para entrarem no bom caminho. O seu povo detestava o Profeta Lot por causa de lhes mostrar o caminho certo, e quiseram banir tanto ele como outros crentes além dele. Noutros versículos, o incidente foi dito como se segue;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E (enviamos) Lot, que disse ao seu povo: Cometeis abominação como ninguém no mundo cometeu antes de vós, aproximando-vos licenciosamente dos homens, em vez das mulheres. Realmente, sois um povo transgressor.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E a resposta do seu povo só consistiu em dizer (uns aos outros): Expulsai-os da vossa cidade porque são pessoas que desejam ser puras&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Araf – 7:80-82)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O Profeta Lot estava a chamar o seu povo para uma óbvia verdade e avisou-os de maneira explícita. Mas o seu povo não prestou atenção de qualquer modo a nenhuns avisos e continuou a recusar o Profeta Lot e a negar a penalidade que ele lhes estava a anunciar:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; E (recordai) de quando Lot disse ao seu povo: Na verdade, cometeis obcenidades que ninguém no mundo cometeu, antes de vós. Vós vos aproximais dos homens, assaltais as estradas e, em vossos concílios, cometeis o ilícito! Porém, a única resposta do seu povo foi: Manda-nos o castigo de Deus, se estiveres certo&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Ankabut – 29:28-29)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Tendo a resposta do seu povo, o Profeta Lot pediu a ajuda de Allah:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Disse: Ó meu Senhor! Concede-me a vitória sobre o povo dos corruptores!          (Capítulo Al-Ankabut – 29:30)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Ó meu Senhor! Livra-me, juntamente com a minha família, de tudo quanto praticam!&gt;&gt;        (Capítulo Ach-Chu’ara – 26:169)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Ao pedido do Profeta Lot, Allah enviou dois anjos disfarçados de homens. Estes anjos visitaram o Profeta Abraão antes de chegarem junto do Profeta Lot. Dando ao Profeta Abraão as boas novas de que a sua mulher iria dar à luz um filho, os mensageiros explicaram as razões básicas da sua acção. O povo insolente de Lot estava para ser destruído:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; (Abraão) disse: Qual é, então a vossa incumbência, ó mensageiros? Eles disseram-lhe: Em  verdade, fomos enviados a um povo de pecadores, para que lançássemos sobre eles pedras de argila, destinadas, da parte do teu Senhor, aos transgressores&gt;&gt;    (Capítulo Adh-Dháriyat – 51:31-34)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Com excepção da família de Lot, a qual salvaremos inteiramente, excepto a sua mulher, que nos dispusemos a contar entre os deixados para trás&gt;&gt;   (Capítulo Al-Hijr – 15:59-60) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Após deixarem a companhia do Profeta Abraão, os anjos, que foram enviados como mensageiros, chegaram até ao Profeta Lot. Não tendo encontrado os mensageiros, antes, o Profeta Lot primeiro ficou aflito, e então acalmou-se após ter falado com eles:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Mas, quando os Nossos mensageiros se apresentaram a Lot, este ficou aflito por eles, sentindo-se impotente para defendê-los, e disse: este é um dia sinistro&gt;&gt;.       (Capítulo Hud – 11:77) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Ele disse-lhes: Pareceis estranhos a mim! Eles disseram: Sim! Trazemos-te aquilo de que os teus concidadãos haviam duvidado. E trazemos-te a verdade, porque somos verdadeiros. Sai com a tua família no fim da noite, e segue tu na sua rectaguarda, e que nenhum de vós olhe para trás; ide aonde vos for ordenado!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E Nós expusémos-lhe com clareza o caso: de que seriam cortadas ao alvorecer as raízes de todos os que praticaram o mal (pecadores)&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Hijr – 15:62-66) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Entretanto, o seu povo tomou conhecimento que o Profeta Lot tinha visitantes. Não hesitaram em aproximar-se destes visitantes, perversamente, como eles o tinham feito com outros, anteriormente. Eles cercaram a casa. Receando pelos seus visitantes, o Profeta Lot dirigiu-se ao seu povo como se segue:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Lot disse-lhes: Eles são meus hóspedes; não me desonreis, e temei a Allah e não me envergonheis&gt;&gt;. (Capítulo Al-Hijr – 15:68-69)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O povo de Lot retorquiu-lhe em resposta:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Eles disseram: Não te proibimos nós de receber fosse lá quem fosse?&gt;&gt;  (Capítulo Al-Hijr – 15:70)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          pensando que ele e seus visitantes estariam sujeitos ao mau tratamento, Lot disse:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Quem me dera ter forças para vos resistir ou encontrar um forte auxílio (entre vós)!&gt;&gt;       (Capítulo Hud – 11:80)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Seus “visitantes” lembraram-lhe que eles eram mensageiros de Allah e disseram:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Disseram-lhe (os anjos): Ó Lot! Nós somos os mensageiros do teu Senhor; eles jamais poderão atingir-te. Sai, pois, com a tua família, no decorrer da noite, e que nenhum de vós olhe para trás. Á tua mulher, porém, acontecerá o mesmo que a eles. Tal sentença se executará ao amanhecer. Acaso, não está próximo o amanhecer?&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Hud – 11:81) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando a perversidade do povo da cidade alcançou os extremos, Allah salvou o Profeta Lot por intermédio dos anjos. Pela manhã, o seu povo foi destruído pelo desastre do qual o Profeta Lot os tinha informado de antermão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E intentaram eles desonrar os seus hóspedes; então, Nós cegámo-lhes os olhos, dizendo: Sofrei, pois, o Meu castigo e a Minha admoestação. E, ao amanhecer, surpreendeu-os um castigo, que se tornou perene&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Qamar – 54:37-38)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os versículos decsrevem a destruição deste povo como se segue: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Porém, o estrondo os fulminou, ao despontar do sol. Reviramo-la (a cidade) e desencadeamos sobre os seus habitantes uma chuva de pedras de argila endurecida. Nisto há sinais para os perspicazes. E (as cidades de Sodoma e Gomora) constituem um exemplo à beira da estrada (que permanece indelével até hoje na memória de todos)&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Hijr – 15:73-76) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E quando se cumpriu o Nosso desígnio, reviramos (as cidades nefastas) e desencadeamos sobre elas uma ininterrupta chuva de pedras de argila endurecida, estigmatizadas por teu Senhor; e isso não está distante dos iníquos&gt;&gt;.         (Capítulo Hud – 11:82-83) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Então, destruímos os demais, e desencadeamos sobre eles um impetuoso torvelhinho; e que péssimo foi o torvelhinho para os admoestados (que fizeram pouco caso!) Na verdade, nisto há um sinal; porém, a maioria deles não crê. E na verdade, o teu Senhor é o Poderoso, o Misericordioso&gt;&gt;.       (Capítulo Ach-Chuara – 26:172-175) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Enquanto o povo estava a ser destruído, só o Profeta Lot e os crentes que eram quais “mobílias da casa” foram salvos. A mulher do Profeta Lot não acreditou e ela foi também destruída. </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E (Nós enviamos também) Lot, que disse ao seu povo: Cometeis tais torpezas como nenhum outro povo antes de vós? Vós procurais os homens em vossos desejos pecaminosos, em vez das mulheres. Na verdade, vós sois um povo transgressor. E a resposta do seu povo foi somente o que disseram uns para os outros: expulsai-os da vossa cidade. São decerto pessoas honestas que desejam ser puras. E Nós salvamo-lo (a Lot), juntamente com a sua família, excepto a sua mulher que foi uma dos que ficaram para trás. E fizemos cair chuva sobre eles. Repara, pois, a natureza das consequências para os pecadores! (Capítulo Al-Araf – 7:80-84) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Assim, o Profeta Lot foi salvo com os crentes e sua família com excepção da sua mulher. Conforme descrito no Antigo Testamento, ele emigrou com o Profeta Abraão. Quanto ao povo perverso, foi destruído e as suas residências arrasadas até ao chão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> “<strong>Os Sinais Óbvios” no Lago de Lot</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O 82° versículo do Capítulo Hud relata, claramente, a espécie de desastre que recaiu sobre o povo de Lot. “E quando se cumpriu o Nosso desígnio, reviramos (as cidades nefastas, de cabeça para baixo) e desencadeamos sobre elas uma ininterrupta chuva de pedras de argila endurecida”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A descrição de “revirar (as cidades) de cabeça para baixo” parece implicar que a região foi totalmente destruída com um violento tremor de terra. Em conformidade, o Lago de Lot, onde o incidente da destruição teve lugar, mostra “óbvias” evidências de que tenha havido lugar a um tal tremor de terra.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Do arqueólogo Alemão Werner Keller transcreve-se o seguinte: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Conjuntamente com a base desta poderosa fissura, que corre precisamente através desta área, o Vale de Siddim, incluindo Sodoma e Gomorra, mergulharam num dia no abismo. A sua destruição aconteceu devido a um violento tremor de terra que teria sido provavelmente acompanhado por explosões, raios, motivado por gás natural e conflagração geral&gt;&gt; (13) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Na verdade, o Lago de Lot, ou Mar Morto como é doutro modo conhecido, está localizado mesmo sobre uma activa região sísmica, isto é, uma zona de tremores de terra: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; A base do mar morto está localizada numa falha tectónica. Este vale está localizado numa extensão de tensão entre o Lago Tiberíades no norte, e a metade do Vale Árabe no sul&gt;&gt;. (14)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O acontecimento expresso como “Nós desencadeamos sobre elas uma ininterrupta chuva de pedras de argila endurecida” na última parte do versículo, significa ser uma explosão vulcânica que teve lugar nas margens do Lago de Lot, e por causa da qual as rochas e pedras que explodiram sob “formas cozidas”. (O mesmo acontecimento é relatado no 173° versículo do Capítulo Ach-Chuara como: “e desencadeamos sobre eles um impetuoso torvelhinho; e que péssimo foi o torvelhinho para os admoestados (que fizeram pouco caso)!” </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Relativamente a este assunto, Werner Keller escreve: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         “O afundamento libertou forças vulcânicas que estavam adormecidas muito profundamente por toda a extensão da fractura. No vale superior do Jordão, junto a Bashan, ainda existem enormes crateras de vulcões extintos; enormes extensões de lava e camadas profundas de basalto foram depositadas sobre a superficie de areia”. (15) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Estas camadas de lava e basalto constituem a maior evidência mostrando que a explosão vulcânica e o tremor de terra tiveram lugar ali. O incidente foi figurado no Alcorão pela seguinte expressão “Nós desencadeamos sobre elas uma ininterrupta chuva de pedras de argila endurecida” que, provavelmente, mais indica esta explosão vulcânica. A expressão “E quando se cumpriu o Nosso desígnio, reviramos (as cidades nefastas, de cabeça para baixo)” que tem lugar no mesmo versículo, deve ser referido aos movimentos tectónicos de tremores de terra que originaram a erupção dos vulcões com enorme impacto e fragmentaram detritos trazidos por ela. E só Allah sabe a verdade sobre isso.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os “óbvios sinais” transmitidos pelo Lago de Lot são na verdade muito interessantes. Os incidentes que são relatados no Alcorão têm lugar, geralmente, no Médio Oriente, na Península Árabe e no Egipto. Mesmo ao meio destas terras, fica o Lago de Lot. O Lago de Lot, assim como os incidentes que tiveram lugar à sua volta, merece atenção também geologicamente. O Lago está aproximadamente 400 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Dado que o ponto mais profundo do lago é de 400 metros, o fundo do Lago é de 800 metros abaixo da superficie do Mediterrâneo. Este é o ponto mais baixo da terra. Em outras áreas que são mais baixas do que o nível do mar, o máximo é de 100 metros. Outra propriedade do Lago de Lot é que a densidade salina das suas águas é muito alta, a quantidade de sal é aproximadamente de 30 %. Por este motivo, nenhum organismo vivo pode sobreviver neste lago, tais como peixes ou arbustos. Esta é a razão pela qual o Lago de Lot é chamado “Mar Morto” na literatura Ocidental.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O incidente acerca do povo de Lot, que é retransmitido no Alcorão, ocorreu à volta de 1.800 A.C. de acordo com as estimativas feitas. Com base em pesquisas geológicas e arqueológicas, o pesquisador Alemão Werner Keller verificou que as cidades de Sodoma e Gomorra ficavam, de facto, no Vale de Siddim, que era a região do extremo mais raso do Lago de Lot, e que houve, outrora, muitos e grandes locais de habitação naquelas regiões.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A característica estrutural mais interressante do Lago de Lot é uma evidência demonstrativa de como a incidência do desastre, retransmitida no Alcorão, teve lugar: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Na margem origental do Mar Morto a península de el-Lisan protege como uma lingua para dentro de água. El-Lisan significa “a língua” em Arábico. Invisível da terra, o chão cai sob a superficie da água num ângulo prodigioso, dividindo o mar em dois. À direita da península a escarpa entra profundamente a 1.200 pés. À esquerda da península a água é muito rasa. Sondagens efectuadas nos últimos anos estabeleceram profundidades de somente 50 a 60 pés. Aquela extraordinária parte rasa do Mar Morto, desde a península do El-Lisan ao extremo mais a sul, era o Vale de Siddim&gt;&gt; (16) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Werner Keller acrescentou que esta parte rasa, que foi descoberta por ter sido formada subsequentemente, foi a conclusão do anteriormente mencionado tremor de terra e do colapso maciço que este tremor de terra causou. Este foi o local onde ficavam situadas Sodoma e Gomorra, isto é, onde viveu o Povo de Lot.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Uma vez, foi possível atravessar esta região a pé. Contudo, actualmente, o Vale de Siddim, onde Sodoma e Gomorra estavam situadas outora, está coberta de uma superficie plana da parte mais baixa do Mar Morto. O colapso da base em resultado da terrível catástrofe que veio a passar-se em princípios do 2° Milénio A.C., originou água salgada que do norte escorresse para esta recentemente formada cavideda e enchesse esta bacia com água salgada.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os traços do Lago de Lot são visíveis&#8230; Quando uma pessoa toma um barco a remos através do Lago de Lot para o ponto sul, ela verá¸ se o sol estiver a brilhar na direcção correcta, algo muito fantástico. A alguma distância das margens e claramente visíveis sob a superficie da água, estendem-se os contomos das florestas que o extraordinariamente alto conteúdo salgado do Mar Morto preservou. Os troncos e as raízes existentes no tremular da água verde são muito antigas. O vale de Siddim, onde estas árvores, outrora, estiveram com flores e a verde folhagem cobria os seus pequenos ramos e ramificações, era um dos locais mais bonitos da região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O aspecto técnico do desastre que recaiu sobre o povo de Lot é revelado pelos investigadores dos geólogos. Estes revelam que o tremor de terra que fez desaparecer o povo de Lot, aconteceu em consequência de uma muito comprida fenda na terra (uma linha de deslocação da rocha) ao longo de 190 Km de distância, fazendo o leito do Rio de Sheri’at. Este Rio faz uma queda de 180 metros ao todo. Tudo isto e o facto de o Lago de Lot estar 400 m abaixo do nível do mar são duas importantes evidências reveladoras de que um atroz acontecimento geológico teve lugar aqui. A estrutura interessante do Rio de Sheri’at e do Lago de Lot constituem somente uma pequena parte da fenda ou racha que passou por esta região da terra. Recentemente foram descobertas a extensão e condições desta fenda.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A fenda começa nos arredores do Monte Taurus, estende-se para as margens sul do Lago de Lot, prosegue pelo deserto Arábico até ao Golfo de Aqaba e continua através do Mar Vermelho, terminando em África. Ao longo deste comprido sedimento, são observadas fortes actividades vulcânicas. Basaltos negros e lavas existem nas Montanhas da Galileia em Israel, nas altas planícies da Jordânia, no Golfo de Aqaba e noutras áreas próximas.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Todos estes restos e características geográficas mostram que um catastrófico acontecimento geológico teve lugar no Lago de Lot. Werner Keller escreve: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Conjuntamente com a base desta poderosa fissura, que corre precisamente através desta área, o Vale de Siddim, incluindo Sodoma e Gomorra, mergulhou um dia no abismo. A sua destruição aconteceu através de um enorme tremor de terra que foi provavelmente acompanhado de explosões, relâmpagos, emissão de gás natural e conflagração geral. O abatimento libertou forças vulcânicas que estiveram adormecidas ao longo de todo o comprimento da fractura. No vale superior do Jordão, junto a Bashan, há ainda enormes crateras de vulcões extintos; grandes extensões de lava e profundas camadas de basalto foram depositadas sobre a areia da superficie&gt;&gt; (17) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O National Geographic fez o seguinte comentário em Dezembro de 1957: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; O monte de Sodoma, uma terra árida, eleva-se aguda acima do mar morto. Nunca ninguém encontrou as cidades destruídas de Sodoma e Gomorra, mas os intelectuais acreditam que eles estão no Vale de Siddim através dessas colinas. Possivelmente as águas das inundações do Mar Morto enguliram-nas a seguir ao terramoto&gt;&gt;. (18)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> <strong>Pompeia Teve o Mesmo Fim</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">        O Alcorão informa com os seguintes versículos que não há mudança nas leis de Allah:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Eles juraram solenemente por Allah que, se lhes fosse apresentado um admoestador, encaminhar-se-iam mais do que qualquer outro povo: porém, quando um admoestador lhes chegou, nada lhes foi aumentado, senão em aversão, em arrogância na terra a em conspiração para o mal; todavia, a conspiração para o mal somente assedia os seus feitores. Porventura, almejam algo, além da sorte dos povos primitivos? Porém, tu nunca acharás variações na Lei de Allah; e nunca acharás mudanças na Lei de Allah&gt;&gt;.                   (Capítulo Al-Fáter – 35:42-43)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Sim, “nenhuma mudança será encontrada na Lei de Allah”. Todos, que se viram contra as Suas leis e se rebelam contra Ele, estão sujeitos à mesma lei divina. Pompeia, o símbolo da degeneração do Império Romano, também foi envolvida em perversões sexuais. O seu fim foi semelhante ao de povo de Lot. A destruição de Pompeia aconteceu devido à erupção do Vulcão Vesúvio. Este Vulcão é o símbolo da Itália, primitivamente da cidade de Nápoles. Conservando-se silencioso nos dois últimos milénios, o Vesúvio é chamado “Montanha do Aviso”. Não é sem razão que o Vesúvio assim é chamado. O desastre que recaiu sobre Sodoma e Gomorra é muito similar ao desastre de Pompeia. Àdireita do Vesúvio fica Nápoles e a oriente fica Pompeia. A lava e a cinza do desastre da erupção vulcânica, que aconteceu há dois mil anos, apanhou os habitantes daquela cidade. E aconteceu tão rapidamente que tudo ficou exactamente como estava há dois mil anos. Foi como se o tempo tivesse ficado congelado. A eliminação de Pompeia da face da terra com tal desastre não foi sem finalidade. Os registos históricos mostram que a cidade era exactamente o centro da dissipação e perversão. A cidade foi caracterizada pela elevação da prostituição; era tamanha a extensão que o número de bordéis nem era conhecido. Órgãos masculinos nos seus tamanhos normais eram pendurados às portas dos bordéis. De acordo com esta tradição enraizada na crença Mithraica, os órgãos sexuais e as relações sexuais não deviam ser ocultadas mas abertamente mostradas.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mas as lavas do Vesúvio varreram completamente a cidade do mapa, num só momento. O aspecto mais interessante do acontecido é que ninguém conseguiu escapar da terrível erupção do Vesúvio. Foi quase como que eles não tivessem sequer constatado a catástrofe; era como se estivessem magnetizados. Uma família à hora da refeição foi completamente petrificada naquele instante. Numerosos casais petrificados foram achados no acto da relação sexual. A coisa mais interessante é que havia casais do mesmo sexo e casais de rapazinhos e meninas. Os rostos de alguns dos corpos humanos petrificados, desenterrados das ruínas de Pompeia, ficaram indemnes. A expressão geral naqueles rostos era de perplexidade.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Aqui fica o aspecto mais incompreensível da calamidade. Como é que milhares de pessoas foram surpreendidas pela morte sem verem e escutarem nada?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Este aspecto mostra que o desaparecimento de Pompeia foi similar aos acontecimentos de destruição mencionados no Alcorão, porque este Livro sagrado aponta, especialmente, para uma “súbita aniquilação”, enquanto relata os incidentes da destruição. Por exemplo, os “habitantes da cidade” descritos no Capítulo Ya-Sín morreram todos subitamente e num só momento. A situação é dita, como se segue, no versículo 29° do capítulo 36: </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; (Pois o castigo) foi um simples estrondo, e eles ficaram inertes (como cinzas) &gt;&gt;.  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No 31° versículo do Capítulo 54, Al-Qamar, outra vez o caso da “aniquilação súbita” é enfatizado, quando a destruição do povo de Thamud (ou Samud) é relatada:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Sabei que Nós enviámos contra eles um simples estrondo, que os reduziu a feno amontoado&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A morte do povo de Pompeia teve lugar como uma “aniquilação súbita”, conforme foi descrito nos versículos anteriores.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Apesar de tudo isto, as coisas não mudaram muito no local onde Pompeia outrora existiu. Os distritos de Nápoles, onde o deboche prevalece, não ficam atrás daqueles de Pompeia. A Ilha de Capri é como uma sede onde os homossexuais e nudistas residem. A Ilha de Capri é apresentada como o “Paraíso Homossexual” nos anúncios turísticos. Não só em Capri e Itália, mas em quase todo o mundo, tal degeneração moral está presente e as pessoas insistem não tirar proveito das tristes experiências dos povos antigos.<br />
 </span></p>
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		<title>Capítulo 4</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>
		<category><![CDATA[Atlantis das Areias]]></category>
		<category><![CDATA[O Povo de Lot]]></category>

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		<description><![CDATA[O Povo de ‘Ad e Ubar, o “Atlantis das Areias”   &#60;&#60; E, quanto ao povo de ‘Ad, foi destruído por um furioso e impetuoso furacão; que Allah desencadeou sobre ele, durante sete noites e oito longos dias, em que poderias ver aqueles homens jacentes, como se fossem troncos de tamareiras caídos! Porventura, viste algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong><img class="alignright size-medium wp-image-984" title="callanish" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/callanish-standing-stones-Isle-Lewis-Scotland-xrichx2-300x132.jpg" alt="" width="300" height="132" /></strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>O Povo de ‘Ad e Ubar, o “Atlantis das Areias”<br />
</strong> <br />
&lt;&lt; E, quanto ao povo de ‘Ad, foi destruído por um furioso e impetuoso furacão; que Allah desencadeou sobre ele, durante sete noites e oito longos dias, em que poderias ver aqueles homens jacentes, como se fossem troncos de tamareiras caídos! Porventura, viste algum sobrevivente entre eles?&gt;&gt; (Capítulo Al Háqqa – 69:6-8)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"><span id="more-983"></span>      Outro povo destruído, mencionado em vários capítulos do Alcorão, é o povo de ‘Ad, que é referido após o povo de Noé. Tendo sido enviado ao povo de ‘Ad, o Profeta Hud convocou o seu povo, tal como os outros Profetas, a acreditar em Allah sem atribuir-Lhe parceiros e a obedecer o que Ele diz. O povo reagiu com animosidade ao Profeta. Acusaram-no de imprudência, faltar à verdade, e de tentar mudar o sistema que seus antepassados estabeleceram.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No Capítulo Hud, tudo o que se passou entre o Profeta Hud e seu povo é relatado, com pormenores, como se segue:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E ao povo de ‘Ad, (Nós enviamos) Hud, um dos seus irmãos. Ele disse. “Ó meu povo! Adorai Allah! Vós não tendes outra divindade senão Ele. Vós não fazeis mais nada senão inventar, (os outros vossos deuses)!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Ó meu povo! Não vos exijo, por isso, recompensa alguma, porque a minha recompensa está somente nas mãos d’Aquele que me criou. Não raciocinais?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E ó meu povo! İmplorai o perdão de vosso Senhor e voltai-vos, arrependidos, para Ele, Que vos enviará dos céus abundante chuva e adicionará força à vossa força. Não vos afasteis, tornando-vos pacedores!</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         Eles disseram: Ó Hud! Não tens apresentado nenhuma evidência, e jamais abandonaremos os nossos deuses pela tua palavra e nem em ti creremos;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Somente dizemos que algum dos nossos deuses te transtornou. Ele (Hud) disse-lhes: Eu invoco a Allah como testemunha e vós também sois testemunhas de que estou inocente de tudo quanto adorais, em vez d’Ele. Conspirai, pois, todos contra mim, e não me poupeis. Eu ponho a minha confiança em Allah, me Senhor e vosso senhor; sabei que não existe criatura que Ele não possa agarrar pelo topete.  Na verdade, o meu Senhor está num caminho recto.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Porém, se vos recusais, sabei que vos comuniquei a Mensagem com a qual vos fui enviado; e o meu Senhor fará com que vos suceda um outro povo, e em nada podereis prejudicá-Lo, porque o meu Senhor é Guardião de todas as coisas.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E quando se cumpriu o Nosso desígnio, salvamos Hud e todos aqueles que eram crentes como ele, por Nossa (especial) misericórdia, e os livramos de um severo castigo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E eis que o povo de ‘Ad negou os versículos do seu Senhor; rebelaram-se contra os Seus mensageiros e seguiram as ordens de todo o déspota obstinado.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E, neste mundo, foram perseguidos por uma maldição, e o mesmo acontecerá no Dia da Ressurreição. Não é certo que o povo de ‘Ad renegou o seu Senhor? Distância de ‘Ad, povo de Hud!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Hud – 11:50-60)</span><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Um outro capítulo que menciona o povo  de ‘Ad é o de Ach-Chu’ara. Neste capítulo, algumas características do povo de ‘Ad são enfatizadas. De acordo com isto, o povo de ‘Ad é um povo que “ergueu um monumento em todos os lugares altos”, e seus membros “construíram fortificados edificios na esperança de viverem neles (para sempre)”. Além disso, eles cometiam maldades e comportavamse com brutalidade. Quando o Profeta Hud avisou o seu povo, eles comentaram as suas palavras como “um estratagema habitual dos anciãos”. Eles estavam muito confiantes de que nada lhes aconteceria; vejamos, pois, o que reza o Alcorão:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; O povo de ‘Ad rejeitou os mensageiros.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando seu irmão, Hud, lhes disse: Não temeis a Allah?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Sabei que eu sou, para vós, um fiel mensageiro.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Temei, pois, a Allah, e obedecei-me!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Não vos exijo, por isso, recompensa alguma, pois a minha recompensa virá do Senhor dos Mundos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         Erguestes vós em todos os lugares altos um monumento por vão prazer?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E construístes fortificados edificios para que, felizmente, possais durar para sempre?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E quando vos esforçais, o fazeis despoticamente?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Temei, pois, a Allah, e obedecei-me!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E temei a Quem vos cumulou com tudo o que sabeis.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Que vos cumulou de gado e filhos, de jardins e nascentes de água.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Na verdade, eu temo por vós o castigo de um Dia Terrível.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Eles disseram-lhe: Para nós é mesma coisa, que tu pregues ou não sejas desses que pregam;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Porque isto não é mais do que uma fábula dos primitivos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E jamais seremos castigados.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E eles negaram-no; por conseguinte, Nós distruímo-los. Na verdade, nisto há um sinal; porém, a maioria deles não crê.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E, na verdade, o teu Senhor é o Poderoso, o Misericordioso!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chu’ara – 26:123-140)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         O povo que mostrou animosidade ao Profeta Hud e se rebelou contra Allah, foi, na verdade, destruído. Uma horrível tempestade de pedra arenosa aniquilou o povo de ‘Ad como se nunca “tivesse existido”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Os Achados Arqueológicos da Cidade de Iram</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No início de 1990, surgiram títulos nos jornais de maior renome mundial, declarando: “Descoberta da Lendária Cidade Árabe”, “Descoberta da Mítica Cidade Árabe”, “Ubar, a Atlantis das Areias”. Aquilo que tornava esse achado arqueológico ainda mais intrigante era o facto de esta cidade se encontrar mencionada no Alcorão. Muitos dos que, desde sempre, consideraram o povo de ‘Ad, cuja história é narrada no Alcorão, como fazendo parte de uma lenda cujas coordenadas geográficas jamais seriam desvendadas, mal podiam ocultar o seu espanto perante esta descoberta. A descoberta desta cidade, mencionada unicamente nas histórias transmitidas oralmente pelos Beduínos, despertou grande interesse e curiosidade.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Foi Nicholas Clapp, um arqueólogo amador, quem descobriu esta lendária metrópole mencionada no Alcorão. (19) Sendo arabofilo e igualmente um realizador de documentários premiado, Clapp tinha encontrado um livro deveras interessante aquando das suas pesquisas relacionadas com a história Árabe. Este livro era o Arabia Felix, escrito pelo investigador Inglês Bertram Thomas em 1932. Arabia Felix era a designação romana da parte sul da península Árabe que engloba actualmente o Iémen e grande parte de Omã. Os Gregos chamavam a esta área a “Arábia de Eudaimon” e os estudiosos Árabes medievais “Al-Yaman as-Saida”. (20)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Todas estas expressões significam “Árabes Afortunados”, pois as gentes que habitavam nessa região eram na Antiguidade conhecidas por serem as mais bemafortunadas da época. Quais as razões para semelhante designação?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A sua boa sorte era, em parte, devida à localização estratégica ─ servindo de intermediários no comércio de especiarias entre a Índia e as regiões a norte da península Árabe. Além disso, as gentes que habitavam estas paragens produziam e distribuíam incenso, uma resina aromática obtida a partir de árvores raras. Bastante popular entre as comunidades antigas, esta planta era utilizada como fumigante em diversos rituais religiosos. Nesses tempos a planta era praticamente tão valiosa quanto o próprio ouro.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O investigador Inglês Thomas descrevia, pormenorizadamente, estas tribos bem-aventuradas e afirmava ter encontrado vestígios de uma cidade ancestral fundada por uma delas. (21) Esta era a cidade à qual os Beduínos chamavam “Ubar”. Numa das viagens que efectuou à região foram-lhe revelados, pelos Beduínos que viviam no deserto, trilhos consideravelmente gastos, que aqueles afirmavam conduzir à antiga cidade de Ubar. Thomas, não obstante o grande interesse  que depositava no assunto, viria a falecer sem conseguir finalizar a sua pesquisa.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Clapp, ao analisar os escritos do investigador Inglês Thomas, convenceu-se da existência desta cidade perdida descrita no livro. Empreendeu a sua pesquisa sem demora.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Clapp utilizou duas formas distintas de confirmação da existência de Ubar. Principiou por descobrir os trilhos conhecidos dos Beduínos. Requereu então à NASA que lhe fossem facultadas fotografias por satélite da área. Após prolongada disputa, conseguiu persuadir as autoridades a efectuarem o reconhecimento fotográfico da área. (22)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Clapp prosseguiu examinando os antigos manuscritos e mapas na Biblioteca Huntington, na Califórnia. O seu objectivo era encontrar um mapa da região. Depois de uma breve pesquisa, foi finalmente bem sucedido. Descobriu um mapa desenhado pelo geógrafo greco-egípcio Ptolomeu em 200 D.C.. Nele estava patente a localização de uma antiga cidade da região e respectivas vias de acesso a ela conducentes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Recebeu, entretanto, indicação de que as fotografias tinham sido efectuadas pela NASA. Naquelas, alguns trilhos de caravana tornaram-se visíveis, sendo que anteriormente eram dificilmente identificáveis a olho nu, podiam agora ser observados na sua totalidade a partir do espaço. Ao comparar estas imagens com os antigos mapas que possuía, Clapp finalmente chegou à conclusão que tanto buscara. Os trilhos do antigo mapa correspondiam aos trilhos das fotografias tiradas por satélite. O destino final destes trilhos era uma zona ampla onde supostamente teria existido uma cidade.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Finalmente, a localização da cidade lendária, protagonista das histórias transmitidas oralmente pelos Beduínos, fora descoberta. Pouco tempo depois iniciaram-se as escavações e os vestígios de uma antiga cidade foram sendo revelados sob as areias. Esta cidade perdida foi então alcunhada de “Ubar, a Atlantis das areias”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O que foi que comprovou que esta cidade era a cidade do povo de ‘Ad mencionada no Alcorão?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Assim que os vestígios começaram a ser desenterrados, verificou-se que esta cidade em ruínas pertencera ao povo de ‘Ad e aos pilares de Iram mencionados no Alcorão, pois entre as estruturas trazidas à luz do dia encontravam-se as torres a que o Alcorão se refere especialmente. Um elemento da equipa investigadora condutora da escavação, o Dr. Zarins, afirmou que, sendo as torres a característica mais distintiva de Ubar e tendo Iram sido descrita como possuindo torres ou pilares, era esta a prova mais forte de que o local que tinham escavado era Iram, a cidade do povo de ‘Ad descrita no Alcorão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Alcorão menciona Iram da seguinte forma:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Não reparaste em como o teu Senhor procedeu em relação ao (povo de) ‘Ad, aos (habitantes de) Iram, (cidade) de pilares elevados, semelhante ao qual não foi nenhum criado na terra?”        </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Fajr – 89:6-8) </span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Povo de ‘Ad</span></p>
<p><span style="color: #888888;">       Até agora, vimos que Ubar pode bem possivelmente ser a cidade de Iram mencionada no Alcorão. De acordo com este Livro, os habitantes da cidade não escutaram o Profeta, aos quais tinha trazido uma mensagem e um aviso, e acabaram por perecer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A identidade do povo de ‘Ad, que fundou a cidade de Iram, tem sido objecto de largos debates. Nos registos históricos não existe qualquer menção de um povo com cultura semelhantemente desenvolvida, nem com tal grau de civilização estabelecida. Pode, inclusivamente, ser considerado deveras curioso que o nome desse povo não seja igualmente encontrado em nenhum registo histórico.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Por outro lado, não é assim tão surpreendente não nos depararmos com a presença destas gantes nos registos e arquivos dos antigos estados. A razão tem a ver com o facto de aquelas viverem no sul da Arábia, que era uma região distante dos outros povos habitantes da região da Mesopotâmia e do Médio Oriente, e manterem somente relações limitadas com estes. Era uma situação bastante comum para um estado, sobretudo para um pouco conhecido, que não fosse incluído nos registos históricos. Não obstante, é possível ouvir testemunhos por entre as gentes do Médio Oriente acerca do povo de ‘Ad.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A razão mais importante de o povo de ‘Ad não ser mencionado nos registos escritos prende-se com o facto de a comunicação esctira não ser comum na região, nessa época. É assim possível pensar que o povo de ‘Ad tinha fundado um estado, embora este não estivesse registado nos arquivos históricos. Se tal estado tivesse vingado mais algum tempo, talvez no presente se conhecesse consideravelmente mais acerca destas gentes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Não subsiste qualquer registo escrito acerca do povo de ‘Ad, mas informações importantes relativas à sua ‘descendência” podem ser encontradas, assim como é possível formar um retrato deste povo à luz de tais informações.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Hadramitas, os Descendentes do povo de ‘Ad </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O primeiro lugar que deve ser investigado aquando de uma busca de vestígios de uma civilização provável estabelecida pelo povo de ‘Ad ou seus descendentes é o Iémen do Sul, onde se encontra “A Atlantis das Areias, Ubar” e é referido como sendo o lar dos “Árabes Afortunados”. No Iémen do Sul existiram quatro diferentes povos designados “Árabes Afortunados” pelos Gregos. São estes os Hadramitas, os Sabinos, os Mininos e os Qatabinos. Estes quatro povos reinaram nas proximidades uns dos outros por algum tempo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Muitos cientistas contemporâneos afirmam que o povo de ‘Ad teria entrado num período de transformação e seguidamente reaparecido no palco da história. O Dr. Mikail H. Rahman, um investigador na Universidade de Ohio, defende que o povo de ‘Ad é o antepassado do povo Hadramita, um dos quatro povos que habitaram o Iémen do Sul. Tendo surgido por volta do ano 500 A.C., o povo-Hadramita é o menos conhecido dos povos denominados “Árabes Afortunados”. Este povo teria reinado na região do Iémen do Sul durante bastante tempo e desaparecido totalmente em 240 D.C., após um largo período de crescente perda de poder.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O nome Hadrami aponta para a possibilidade de aqueles serem descendentes do povo de ‘Ad. O escritor Grego Plínio, que viveu no 3° século A.C. refere-se a esta tribo como “Adramitai” ─ significando os Hadrami. (23) A terminação do nome Grego é um sufixo de substantivo, sendo o substantivo “Adram” que imediatamente se sugere como uma corrupção possível de “Ad-i Iram”, mencionado no Alcorão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O geógrafo Grego Ptolomeu (150-100 A.C.) indicava o sul da península Árabe como o local onde habitava o povo conhecido por “Adramitai”. Esta região era, até ao presente, conhecida pelo nome “Hadhramaut”. A capital do estado Hadrami, Shabwah, localizava-se a ocidente do Vale Hadhramaut. De acordo com várias lendas antigas, o túmulo do Profeta Hud, o mensageiro enviado ao povo de ‘Ad, está em Hadhramaut.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Outro factor que auxilia a corroboração da ideia de que os Hadramitas são a continuação do povo de ‘Ad reside na sua riqueza. Os Gregos caracterizaram os Hadramitas como sendo “a raça mais próspera do mundo,&#8230;” Os registos históricos testemunham que os Hadramitas se tinham aplicado no desenvolvimento da cultura do incenso, a planta valiosa da altura. Tinham encontrado novas possibilidades de utilização para aquela e alargaram o seu uso. A produção agrícola dos Hadramitas era consideravelmente superior à produção actual desta planta.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O que foi revelado pelas escavações levadas a cabo em Shabwah, conhecida como a capital dos Hadramitas, é deveras interessante. Nestas escavações que se iniciaram em 1975, foi extremamente difícil para os arqueólogos atingir os restos da cidade devido a espessas camadas de areia. Os achados encontrados no culminar das escavações eram espantosos; pois a cidade exposta era ela própria uma das mais espantosas descobertas até então. A cidade fortificada, que era agora revelada, tinha uma área muito mais vasta do que a de qualquer outro local de prospecção no Iémen, e o seu palácio era um edificio magnífico.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Indubitavelmente seria lógico supor que os Hadramitas teriam herdado esta superioridade arquitectural dos seus antepassados, o povo de ‘Ad. O Profeta Hud disse ao povo de ‘Ad quando o avisou:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Erguestes vós em todos os lugares altos um monumento por vão prazer?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E construístes fortificados edificios para que, felizmente, possais durar para sempre?&gt;&gt;     (Ach-Chu’ara – 26:128-129)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Outra característica interessante dos edificios encontrados em Shabwah era a profusão de elaboradas colunas. As colunas de Shabwah eram únicas por serem arredondadas e alinhadas por forma a constituírem um pórtico circular, enquanto que todos os outros locais até então descobertos no Iémen ostentavam colunas monolíticas quadradas. O povo Shabwah deveria ter herdado o estilo arquitectural dos seus antepassados, o povo de ‘Ad. Photius, um Patriarca greco-bizantino de Constantinopla no 9° século D.C., pesquisou exaustivamente os Árabes do Sul e suas actividades comerciais através do acesso a antigos manuscritos Gregos que não chegaram à actualidade, mais concretamente o livro de Agatharachides (132 A.C.), Sobre o Mar Eritreu (Vermelho).</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Photius afirma em um de seus artigos:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span><span style="color: #888888;">         “É dito que eles (os Árabes do Sul) ergueram muitas colunas revestidas de ouro ou feitas de prata. O espaço entre estas é digno de observação.” (24)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Embora a afirmação de Photius acima citada não se referir directamente aos Hadramitas, em todo o caso dá uma noção da prosperidade e das crescentes proezas dos povos que habitavam a região. Os escritores Gregos clássicos Plínio e Estrabão descrevem estas cidades como “adomadas por belíssimos templos e palácios”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando pensamos nos habitantes destas cidades como os descendentes do povo de ‘Ad, é perfeitamente compreensível a razão pela qual o Alcorão define o lar do povo de ‘Ad como “a cidade de Iram, de pilares elevados” (Capítulo Al-Fajr – 89:7)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">As Fontes e Jardins do povo de ‘Ad</span></p>
<p><span style="color: #888888;">       Na actualidade, a paisagem com a qual, alguém que viaje pela Arábia do Sul, mais frequentemente se depara consiste em vastas extensões desérticas. A maioria dos locais, com excepção das cidades e regiões que foram reflorestadas, está coberto de areia. Estes desertos encontram-se no seu presente estado há centenas, senão milhares, de anos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mas no Alcorão surge uma informação interessante em um dos versículos relativos ao povo de ‘Ad. Enquanto tentava avisar o seu povo, o Profeta Hud dirige a atenção daquele para as fontes e jardins por Allah doados:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Temei, pois, a Allah, e obedecei-me!</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E temei a Quem vos cumulou com tudo o que sabeis.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Que vos cumulou de gado e filhos, de jardins e nascentes de água.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Na verdade, eu temo por vós o castigo de um Dia Terrível&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         (Capítulo Ach-Chu’ara – 26:131-35)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mas como previamente notado, Ubar, que foi identificada como a cidade de Iram, ou qualquer outro local que tivesse sido a morada do povo de ‘Ad, encontra-se totalmente recoberta, no presente, por deserto. Então porque é que o Profeta fez uso de semelhante expressão aquando do aviso ao seu povo?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A resposta a esta pergunta reside nas alterações climáticas no curso da história. Os registos históricos revelam que estas áreas, agora transformadas em desertos, foram anteriormente terras muito produtivas e verdes. Uma considerável porção da região encontrava-se coberta de áreas verdes e nascentes, como é descrito no Alcorão, há menos de alguns milhares de anos, e os povos da região aproveitavam estas dádivas. As florestas atenuavam os rigores do clima da região, tornando-a mais habitável. Os desertos subsistiam, embora não abrangessem uma área tão vasta quanto a de hoje.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No sul da Arábia, na zona onde habitara o povo de ‘Ad, foram compiladas pistas importantes que viriam iluminar a questão. Estas comprovaram que os habitantes da região utilizavam um sistema de irrigação bastante desenvolvido. Este sistema de irrigação servia um único objectivo: agricultura de regadio. Nessas regiões, presentemente inadequadas para habitação, outrora existiam povos a cultivar a terra.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         As fotografias por satélite vieram, igualmente, revelar um extenso sistema arcaico de canais e barragens utilizado para fins de rega nas proximidades de Ramlat e Sab’atayan que se calcula ter podido abastecer 200.000 pessoas nas cidades vizinhas. (25) Como afirmou Doe, um dos investigadores que liderava a pesquisa: “Tão fértil era a área ao redor de Ma’rib, que se pode inclusivamente conceber que toda a região entre Ma’rib e Hadhramaut foi outrora terreno de cultivo.” (26)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O clássico escritor Gregor Plínio descrevera a região como sendo extremamente fértil e húmida, com montanhas arborizadas, rios e florestas virgens. Em inscrições encontradas nalguns dos templos antigos perto de Shabwah, a capital dos Hadramitas, está escrito que nesta região eram caçados e até sacrificados animais. Todos estes factos revelam que a região fora outrora largamente coberta de terreno fértil e também deserto.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A velocidade com que o deserto pode cercar e consumir pode ser calculada através da recente pesquisa levada a cabo pelo Instituto Smithsonian no Paquistão, onde uma área comprovadamente fértil durante a Idade Média se transformou em deserto, com dunas de 6 metros de altura avançando a uma velocidade média diária de 15 centímetros. Com semelhante rapidez, as areias podem cobrir até os mais altos edificios, como se estes nunca tivessem existido. Escavações em Timna, no Iémen, durante os anos 50, encontram-se agora quase completamente soterradas. As pirâmides Egípcias estiveram outrora totalmente cobertas de areia e só puderam ser devolvidas à luz do dia mediante demoradas escavações. Em resumo, uma região presentemente desértica pode muito bem ter tido no passado um aspecto deveras diferente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Como ocorreu a ruína do povo de ‘Ad?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No Alcorão é afirmado que o povo de ‘Ad pereceu à mercê de um “vento furioso”. Nos versículos é mencionado que este vento furioso durou sete noites e oito dias, tendo dizimado completamente o povo de ‘Ad.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; O Povo de ‘Ad rejeitou os avisos. Como foi, então, terrível o Meu castigo, depois dos meus avisos! Sabei que desencadeamos sobre eles um vento devastador, num dia de calamidade constante, varrendo os homens para longe como se fossem troncos desenraizados de palmeiras.&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-Qamar – 54:18-20)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E, quanto ao povo de ‘Ad, foi destruído por um vento furioso e impetuoso, que Ele (Allah) desencadeou sobre ele, durante sete noites e oito longos dias, em que poderias ver aqueles homens jacentes, como se fossem troncos de palmeiras caídos&gt;&gt;         (Capítulo Al-Háqqa – 69:6-7)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Embora avisadas de antemão, as gentes não deram ouvidos à mensagem e continuaram a rejeitar o seu mensageiro. Encontravam-se de tal modo iludidas que não compreendiam o que as esperava aquando do início da destruição e persistiram na negação da evidência.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt;Então, quando eles viram isso (o castigo) como uma densa nuvem a avançar sobre os seus vales, disseram: Eis aqui uma nuvem que nos traz chuva! Não! Isto é aquilo que vós procurastes apressar, um vento em que há um doloroso castigo&gt;&gt;.              (Capítulo Al-Ahqaf – 46:24)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No versículo é afirmado que o povo avistou a nuvem que lhe traria a calamidade, mas não compreendeu as implicações e pensou que se tratasse de uma nuvem de chuva. Esta pode ser considerada uma importante indicação relativamente ao tipo de calamidade que se aproximava do povo, pois um ciclone avançando ao mesmo tempo que eleva a areia do deserto tem à distância o mesmo aspecto que uma nuvem de chuva. É assim possível que o povo de ‘Ad tivesse sido ludibriado por esta visão e não reparasse na calamidade. Fornece uma descrição destas tempestades de areia (aparentemente baseada na sua experiência pessoal); “o primeiro indício (de uma tempestade de areia ou poeira) é a aproximação de uma massa de ar repleta de pó, que pode alcançar vários milhares de pés em altura e é levantada por fortes correntes ascendentes e agitada por vento de força considerável.” (27)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Considerada como lar do povo de ‘Ad, “Ubar, a Atlantis das Areias” foi igualmente posta a descoberto por baixo de uma camada de areia com vários metros de espessura. Parece que o vento furioso que durou “sete noites e oito dias”, pela definição do Alcorão, teria soterrado a cidade sob toneladas de areia, assim enterrando vivo o povo habitante. As escavações em Ubar apontam para uma mesma realidade. A revista Francesa Ça M’Interesse afirma esse mesmo facto de seguinte forma: “Ubar terá sido soterrada sob uma camada de areia com 12 metros resultante de uma tempestade”. (28)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A pista mais significativa para a comprovação do facto de o povo de ‘Ad ter sido enterrado devido a uma tempestade de areia, reside na utilização no Alcorão da palavra “ahqaf” para indicar a localização do povo de ‘Ad. A definição utilizada no 21° versículo do Capítulo Al-Ahqaf (As Dunas) é a seguinte:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E menciona-lhes o irmão de (povo de) ‘Ad (o Profeta Hud) que aconselhou o seu povo nas dunas, embora  já tivesse havido conselheiros antes e depois dele (que lhes aconselharam): Nada adoreis além de Allah, porque temo por vós o Castigo de um Dia Terrível&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Ahqaf significa “dunas” em Árabe e é o plural da palavra “hikf” que significa “duna”. Isto prova que o povo de ‘Ad habitava uma região repleta de dunas, que providenciaria o terreno mais ideal para ter sido soterrada por uma tempestade de areia. De acordo com algumas interpretações, Ahqaf perdeu o seu significado de “dunas” e tornou-se o nome da região no Iémen do sul onde o povo de ‘Ad viveu. Todavia, isto não muda o facto de a raiz desta palavra ser dunas, antes demonstra que a mesma se tornou particular a esta área devido à abundância de dunas na região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          A destruição sofrida pelo povo de ‘Ad por meio de uma tempestade de areia que “levantou homens como se de raízes de palmeiras arrancadas (do solo) se tratassem”, deverá ter aniquiladoa generalidade do povo em escasso tempo, povo este que até então aí habitava e se dedicava ao cultivo da terra fértil e à construção de barragens e canais de irrigação. Todos os campos férteis cultivados, canais de irrigação e barragens da comunidade que aí residia foram cobertos pela areia, e a cidade com os seus habitantes enterrada, estando estes vivos. Depois da aniquilação do povo, o deserto avançou com o passar do tempo e apagou quaisquer vestígios civilizacionais.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Como consequência, poderá ser afirmado que os achados históricos e arqueológicos comprovam que o povo de ‘Ad e a cidade de Iram existiram realmente e foram destruídos como se descreve no Alcorão. Através de pesquisas posteriores, os restos deste povo foram postos a descoberto por entre as areias.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O que devemos aprender a partir da observação desses vestígios soterrados pela areia é termos atenção ao aviso patente no Alcorão. Este afirma que o povo de ‘Ad se desviou do caminho correcto devido à sua arrogância e declarou: “Quem é mais poderoso do que nós?” No restante do versículo é dito: “Não viram que Allah, Que os criou, é mais poderoso do que eles?” ─ (Capítulo Fussilat – 41:15)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O que devemos fazer é manter este facto imutável sempre presente e compreender que O maior e mais honrado é sempre Allah e que só poderemos prosperar adorando-O.<br />
 </span></p>
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		<title>Capítulo 6</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 10:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>
		<category><![CDATA[Faraó]]></category>

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		<description><![CDATA[O Faraó que Foi Afogado   &#60;&#60; Tal foi o comportamento do povo de Faraó e de seus antecessores, que desmentiram os versículos do seu Senhor; e por isso, Nós destruímo-los, por seus pecados, e afogámos o povo de Faraó, porque todos eram iníquos&#62;&#62;.(Capítulo Al-Anfal – 8:54)       A  Antiga Civilização Egípcia, tal como outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong><img class="alignright size-full wp-image-995" title="farao" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/farao.jpg" alt="" width="224" height="200" />O Faraó que Foi Afogado<br />
</strong> <br />
&lt;&lt; Tal foi o comportamento do povo de Faraó e de seus antecessores, que desmentiram os versículos do seu Senhor; e por isso, Nós</span></p>
<p><span style="color: #888888;">destruímo-los, por seus pecados, e afogámos o povo de Faraó, porque todos eram iníquos&gt;&gt;.(Capítulo Al-Anfal – 8:54)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">      A  Antiga Civilização Egípcia, tal como outras cidades-estado estabelecidas na Mesopotâmia na mesma época, é conhecida por ser uma das mais antigas civilizações da história e reconhecida como sendo um estado organizado, <span id="more-994"></span>detentor da mais avançada ordem social da altura. O facto de terem descoberto e utilizado a escrita cerca do 3° milénio A.C., utilizarem o rio Nilo e encontrarem-se protegidos devido às características naturais do país, contribuiu largamente para o progresso civilizacional dos Egípcios.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Mas esta sociedade “civilizada” era uma em que “o reino dos faraós” prevalecia, contendo o sistema de negação mencionado no Alcorão, da forma mais clara. Escarneceram orgulhosamente, viraram as costas, blasfemaram e, no final, nem a sua civilização avançada, nem as suas ordens sociais e políticas, nem os seus êxitos militares foram suficientes para os salvar da destruição.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">A Autoridade dos Faraós</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A civilização Egípcia tinha por base a fertilidade do Rio Nilo. Os Egípcios timham-se estabelecido no vele do Nilo devido às qualidades refrescantes deste rio, e  podiam dedicar-se à agricultura graças à água que obtinham do rio sem estarem condicionados pelas estações chuvosas. O historiador Ernst H.Gombrich afirma no seu livro que a África é bastante quente e que por vezes não chove durante meses. Devido a esta razão, diversas áreas deste enorme continente são secas. Estas regiões do continente encontram-se cobertas por vastos desertos. Ambos os lados do Egipto têm igualmente desertos, além de que nele raramente chove. Todavia neste país a chuva não é indispensável, pois o Rio Nilo corre ao longo de todo ele. (33)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Daí que quem tivesse o Rio Nilo sob o seu controle, devido à sua importância, era de igual modo capaz de controlar a maior fonte de comércio e agricultura do Egipto. Aos Faraós foi possível estabelecer tal ascendente sobre o Egipto, através deste facto.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A forma estreita e vertical do vela do Nilo não permitia a expansão das unidades habitacionais situadas ao redor do rio, assim formando uma civilização constituída por cidades e aldeias de pequeno tamanho, em lugar de uma civilização com grandes metrópoles. Este foi outro factor possibilitador do domínio dos Faraós sobre o seu povo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Rei Menes é conhecido por ter sido o primeiro Faraó Egípcio que uniu a totalidade do antigo Egipto sob um estado unificado, cerca do 3° milénio A.C., pela primeira vez na história. Na realidade, o termo “faraó” referia-se originalmente ao palácio onde residia o rei Egípcio, mas com o passar do tempo tornou-se o título dos reis Egípcios. É por esta razão que os reis, governantes do Antigo Egipto, começaram a ser designados “faraós”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Sendo os proprietários, administradores e governantes de todo o estado e respectivas terras, estes faraós eram, na generalidade, considerados um reflexo do maior dos deuses na religião politeísta distorcida do antigo Egipto. A administração das terras Egípcias, as suas partilhas, os seus rendimentos, em suma, toda a produção dentro das fronteiras do país era executada em proveito do faraó.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O absolutismo do regime tinha provido o faraó que governava o país de um tal poder que podia ter tudo aquilo que desejasse. Logo no estabelecimento da primeira dinastia, na época de Menes que se tornou o primeiro Rei do Egipto ao unificar o Alto e Baixo Egipto, o Rio Nilo passou a ser distribuído ao povo por intermédio de canais e a produção controlada, sendo a totalidade dos bens e serviços produzidos consignada ao rei. O rei partilhava e distribuía estes bens e serviços na proporção em que o seu povo deles necessitava. Não se tornou difícil para os reis, que estabeleceram tal poderio na região, reduzir o povo à submissão. O Rei do Egipto, ou como se viria mais tarde a chamar, o faraó, era considerado um ser divino de grande poder que satisfazia todas as necessidades do seu povo, daí ter sido deificado. Os Faraós, com o passar do tempo, começaram eles próprios a considerarem-se deuses.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Algumas das palavras de Faraó mencionadas no Alcorão, utilizadas aquando do seu diálogo com o Profeta Moisés, comprovam esta crença. A sua intimidação do Profeta Moisés ao dizer “Se deres preferência a qualquer outro deus além de mim, decerto prender-te-ei!” ─ (Capítulo Ach-Chuara – 26:29), ou a sua afirmação ao povo que o rodeava “não terndes para vós, que eu saiba, outro deus além de mim&#8230;” (Capítulo Al-Qassas – 28:38), foram causadas pelo facto de se considerar um deus.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Crenças Religiosas</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         De acordo com o historiador Herodoto, os Antigos Egípcios encontravam-se entre os povos mais “devotos” do mundo. Contudo, a sua religião não era a religião da Verdade, mas sim uma religião politeísta perversa que não conseguiam abandonar devido ao seu extrerno conservadorismo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os Antigos Egípcios eram grandemente influenciados pelas condições naturais em que habitavam. A geografia natural do Egipto protegia perfeitamente o país de quaisquer ataques externos. O Egipto era rodeado de desertos, terras montanhosas e mar por todos os lados. Os ataques possíveis ao país tinham de seguir duas rotas, sendo dessa forma fácil para os Egípcios defendê-las. Desse modo, os Egípcios permaneceram isolados do mundo exterior, graças a estes factores naturais. Mas o passar dos séculos transformou este isolamento num negro preconceito. Os Egípcios adquiriram uma atitude fechada a qualquer novo desenvolvimento ou novidade, e permaneceram extremamente conservadores relativamente à sua religião. A “religião dos seus antepassados”, a que o Alcorão frequentemente se refere, passou a ser o seu valor mais precioso.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         É por esta razão que o Faraó e aqueles que lhe eram mais próximos rejeitaram Moisés e Harun, quando estes lhes anunciaram a Religião da Verdade, ao dizer:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Vieste, acaso, para desviar-nos do que vimos praticarem os nossos pais e para que o predomínio, na terra, seja para ti e teu irmão? Mas nós nunca creremos em vós&gt;&gt;.         (Capítulo Yunus – 10:78)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A religião do Antigo Egipto era dividida em vários ramos, sendo os mais importantes dentro dequeles a religião oficial do estado, as crenças do povo e a crença na vida depois da morte.         </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         De acordo com  a religião oficial do estado, o Faraó era um ser divino. Ele era um reflexo dos deuses dos homens na terra e o seu propósito era distribuir justiça e protegê-los.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         As crenças abraçadas pelo povo eram deveras complicadas, e os seus elementos passíveis de entrar em conflito com a religião oficial do estado eram prontamente oprimidos pelo domínio do Faraós. Basicamente, acreditavam em muitos deuses, deuses estes habitualmente ilustrados como possuindo uma cabeça de animal num corpo humano. Era ainda possível encontrar crendices locais, variando de região para região.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A vida depois da morte era a fracção mais importante da crença Egípcia. Eles acreditavam que a alma continuava a viver mesmo após a morte do corpo. De acordo com isto, as almas dos mortos eram conduzidas por anjos especiais à presença do Deus Juiz e mais quarenta e dois juízes testemunhas, sendo uma balança colocada no seu meio e pesado o coração da alma. Aqueles de maior bondade passavam a um ambiente belo e viviam na felicidade, enquanto que aqueles de maior maldade eram enviados para um local onde seriam sujeitos a grandes tormentos. Aí eram torturados por toda a eternidade por uma estranha criatura denominada “O Comedor de Mortos”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A crença dos Egípcios no Além mostra claramente um paralelismo entre a crença monoteísta e a religião da Verdade. Só o facto de acreditarem na vida após a morte é por si um indicador de que a religião da Verdade e a transmissão da mensagem tinha chegado à antiga civilização Egípcia, embora tivesse sido posteriormente corrompida, tendo o monoteísmo dado lugar ao politeísmo aquando dessa corropção. É já conhecido que os mensageiros que chamavam à unicidade de Deus e ao Seu serviço eram pontualmente enviados ao Egipto. Um de entre estes foi o Profeta José, cuja vida é descrita detalhadamente no Alcorão. A história do Profeta José tem extrema relevância por incluir a chegada dos Filhos de Israel ao Egipto e seu consequente estabelecimento.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Por outro lado, nas fontes históricas existem referências a alguns Egípcios que apresentaram ao povo religiões monoteístas ainda antes do Profeta Moisés. Um deles foi o mais interessante Faraó da história do Egipto, Amenófis IV .     </span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Faraó Amenófis IV, o Monoteísta</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os faraós Egípcios primam pela brutalidade, opressão, beligerância e agressividade. Possuem as características comuns à adopção da religião politeísta do Egipto e à sua própria deificação através daquela.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Não obstante, existe um Faraó na história Egípcia muito diferente de todos os outros. Este Faraó defendeu a crença em um único Criador, tendo tido grande oposição manifestada pelos sacerdotes de Amon, que lucravam com a religião politeísta e alguns soldados apoiantes destes, acabando por ser assassinado. Este faraó foi Amenófis IV, que esteve no poder durante parte do 14° Século A.C..</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando Amenófis IV subiu ao trono em 1375 A.C., deparou com um conservadorismo e um tradicionalismo que remontavam há vários séculos. Até então a estrutura da sociedade e as relações entre o público e o palácio real tinham decorrido sem alterações significativas. A sociedade mantinha as suas portas bem fechadas a quaisquer eventos de origem externa ou inovações religiosas. Este conservadorismo feroz, já referido pelos antigos viajantes Gregos, era causado pelas condições geográficas naturais do próprio Egipto, como explicámos anteriormente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Imposta ao povo pelos faraós, a religião oficial exigia uma fé incondicional em tudo o que era antigo e tradicional. Mas Amenófis IV não adoptou a religião oficial. O historiador Ernst Gombrich escreve:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         “ Ele (Amenófis IV) cortou com muitos dos costumes generalizados por uma tradição arcaica. Não desejava prestar homenagem aos diversos e estranhos deuses do seu povo. Para ele só existia um deus supremo, Aton, que ele adorava e que era representado por um sol. Ele chamou a si próprio Akhnaton, a partir do nome do seu deus, e deslocou a sua corte para longe do alcance dos sacerdotes dos outros deuses, para um local que agora é denominado El-Amarna”. (34)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Após o falecimento de seu pai, o jovem Amenófis IV encontrou-se sob grande pressão. Esta opressão era devida ao facto de ter desenvolvido uma religião baseada no monoteísmo ao alterar a tradicional religião politeísta do Egipto, e tentar efectuar mudanças radicais em todas as áreas. Os líderes de Tebas não permitiram que ele passasse a mensagem da sua religião. Amenófis IV e seus apoiantes abandonaram então a cidade de Tebas e estabeleceram-se em Tell-El-Amarna. Aqui ergueram uma nova e moderna cidade, “Akh-et-aton”. Amenófis IV mudou o seu nome que significava “Contentamento de Amon” para Akh-en-aton, isto é, “Submetendo-se a Aton”. Amon era o nome dado ao maior totem da religião politeísta Egípcia. Segundo Amenófis, Aton era “o criador dos céus e da terra”, provavelmente referindo-se a Allah.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Incomodados por estes desenvolvimentos, os sacerdotes de Amon conspiraram roubar o poder de Akhnaton ao aproveitar a crise económica do país. Akhnaton, vítima de tal conspiração, acabou morrer envenenado. Os faraós que lhe sucederam continuaram sob a influência dos sacerdotes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Depois de Akhnaton ascenderam ao poder faraós com tradição militar. Alargaram ainda mais a antiga e tradicional religião politeísta e empenharam-se consideravelmente em retroceder ao passado. Cerca de um século mais tarde, Ramsés II, o Faraó que viria a ter o reinado mais prolongado na história do Egipto, subiu ao trono. Fazendo fé ao afirmado por diversos historiadores, Ramsés foi o Faraó que atormentou os Filhos de Israel e lutou contra o Profeta Moisés. (35)        </span></p>
<p><span style="color: #888888;"> A Chegada do Profeta Moisés</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Devido ao seu profundo preconceito, os antigos Egípcios recusaram-se a abandonar as suas crenças idolátricas. Algumas pessoas haviam se lhes dirigido para anunciar a mensagem de louvar somente Allah, mas as gentes do Faraó sempre regressaram à sua perversa crença. Em último lugar, foi-lhes enviado por Allah o Profeta Moisés como mensageiro (Rassul), por terem abraçado um sistema baseado no falsidade, contrário à religião da verdade, e igualmente por escravizarem os Filhos de Israel. O Profeta Moisés tinha sido instruído para convidar o Egipto para aceitar a religião da verdade e para salvar os Filhos de Israel, indicando-lhes o rumo a seguir. No Alcorão é dito:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Nós narramos-te a ti algo da história de Moisés e do Faraó, com verdade, para as pessoas que crêem. Na verdade, o Faraó elevou-se a si mesmo na terra e dividiu os povos em castas; subjugou um grupo deles, sacrificando-lhes os filhos e deixando com vida as suas mulheres. Ele era um dos corruptores. E Nós quisemos agraciar os subjugados na terra, designando-os líderes (na Fé) e constituindo-os herdeiros, e estabelecê-los na terra e mostrar ao Faraó e Haman e aos seus exércitos, aquilo que temeram da parte deles.&gt;&gt;         (Capítulo Al-Qassas – 28:3-6)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O Faraó tentou evitar que os Filhos de Israel se multiplicassem, mandando matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. Foi por esta razão, através da inspiração divina, que a mãe do Profeta Moisés o colocou num cesto e deixou-o no rio. Esta foi a via que o levou ao palácio do Faraó. No Alcorão, os versículos relativos a este assunto são os seguintes:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E Nós inspirámos à mãe de Moisés: Amamenta-o e, se temeres por ele, lança-o ao rio; não receies nem te aflijas, porque Nós havemos de restituir-to e fazer dele um dos Nossos mensageiros. E a família do Faraó recolheu-o, para que viesse a ser, para os seus membros, um adversário e uma aflição; isso porque o Faraó, Haman e seus exércitos eram pecadores.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         E a esposa do Faraó disse: Ele será um consolo para mim e para ti. Não o mates! Talvez possa ter uso para nós, ou poderemos adoptá-lo como filho. E eles de nada se aperceberam&gt;&gt;.  (Capítulo Al-Qassas – 28:7-9)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          A esposa do Faraó evitou que o Profeta Moisés fosse assassinado e adoptou-o. Desta forma, o Profeta Moisés passou a sua infância no palácio do Faraó. Com o auxílio de Allah, a sua mãe verdadeira foi trazida para o palácio como sua ama.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando ele se tornopu adulto, um dia, o Profeta Moisés interveio, quando testemunhou a egressão de um dos Filhos de Israel por um Egípcio, matando o agressor de um só golpe. Não obstante o facto de habitar no palácio do Faraó e ter sido adoptado pela Rainha, os chefes da cidade decidiram que a sua punição deveria ser a morte. Ao escutar isto, o Profeta Moisés abandonou o Egipto, tendo chegado a Madyan. No fim do período que aí passou, Allah falou-lhe e concedeu-lhe o dom da profecia. Ordenou-lhe que regressasse para junta do Faraó e lhe transmitisse a mensagem da religião de Allah. </span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Palácio do Faraó</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Moisés (Mussa a.s.) e Aarão (Harun a.s.) dirigiram-se ao Faraó de acordo com a decisão de Allah e transmitiram-lhe a mensagem da religião da verdade. Solicitaram-lhe que cessasse de atormentar os Filhos de Israel e lhes permitisse partir com o Profeta Moisés. Era algo totalmente inaceitável para o Faraó que o Profeta Moisés, que tinha vivido na sua companhia durante anos e que teria sido o mais provável herdeiro do trono, lhe fizesse agora frente e se lhe dirigisse de semelhante maneira. Por esta razão o Faraó acusou-o de ingratidão:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; (O Faraó) disse (a Moisés): Porventura, não te criámos entre nós, desde criança e não viveste connosco muitos anos da tua vida? E, apesar disso, cometeste uma acção (que bem sabes), e por assim fazeres, és um dos tantos ingratos!&gt;&gt;    (Capítulo Ach-Chuara – 26:18-19)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O Faraó tentava aproveitar-se dos sentimentos do Profeta Moisés, através da sua consciência. Como tinham sido eles a criá-lo, o Profeta Moisés devia-lhes obediência. Além disso ele tinha morto um Egípcio. De acordo com eles, todas estas acções exigiam pesadas punições. Esta atmosfera emocional criada pelo Faraó era igualmente direccionada para exercer influência nos líderes do seu povo, para que estes concordassem com o Faraó.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Por outro lado, a mensagem da religião da verdade, proclamada pelo Profeta Moisés sobrepunha-se gradualmente ao poder do Faraó, reduzindo-o ao nível do homem comum. A partir daí, viria a revelação de que o Faraó não era um deus e teria de obedecer ao Profeta Moisés. Da mesma forma, caso libertasse os Filhos de Israel, perderia uma fracção importante da sua força laboral, ficando em grandes dificuldades.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Devido a tudo isto, o Faraó recusou-se  a escutar o proferido pelo Profeta Moisés. Tentou ridicularizá-lo e mudar de assunto colocando questões ridículas. Ao mesmo tempo pretendia apresentar Moisés e Aarão como anarquistas e acusálos de crime político. Por fim, nem o Faraó nem os líderes do seu povo presentes obedeceram a Moisés e Aarão. Não seguiram a religião da verdade que lhes tinha sido veiculada. Daí que Allah lhes tenha, primeiramente, enviado algumas catástrofes. </span></p>
<p><span style="color: #888888;"> As Catástrofes que Vitimaram o Faraó e a sua Corte</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          O Faraó e a sua corte encontravam-se tão profundamente envolvidos no seu sistema politeísta, na sua idolatria, na “religião dos seus antepassados” que não cogitaram abandoná-lo. Até os dois milagres do Profeta Moisés, o embranquecimento da sua mão e a transformação do seu bastão numa cobra, não foram suficientes para os afastar das suas superstições. Inclusivamente gabavam-se deste facto abertamente. Diziam: “Seja qual for a Sinal que trouxeres para fascinar-nos, jamais acreditaremos em ti”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-A’raf – 7:132)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Devido à sua conduta, Allah enviou-lhes uma quantidade de catástrofes como “milagres isolados” para que se apercebessem do tormento que existe no mundo. A primeira de entre estas foi a seca, que causou a escassez das colheitas. Relativamente ao assunto, está escrito no Alcorão o seguinte: “ E já havíamos castigado as gentes do Faraó com os anos (de seca) e a escassez dos frutos para que meditassem”.                (Capítulo Al-A’raf – 7:130)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os Egípcios baseavam o seu sistema agrícola no Rio Nilo, daí não terem sido afectados pela mudança nas condições naturais. Mas foram vítimas de um inesperado desastre devido ao Faraó e sua corte se terem mostrado orgulhosos perante Allah e, subsequentemente, rejeitarem o Seu Profeta. Provavelmente causado por variadas razões, o nível do Rio Nilo desceu extraordinariamente e os canais de irrigação que dele dependiam não tinham capacidade para levar água suficiente às áreas agrícolas. Temperaturas  elevadas causaram a seca das culturas. Então, para o Faraó e seus contemporâneos o desastre surgiu de uma direcção totalmente inesperada, do Rio Nilo, do qual grandemente dependiam. Esta seca contrariou da melhor forma possível o discurso habitual do Faraó: “ Ó meu povo! Porventura, não é meu o domínio do Egipto, assim como o destas águas que correm  sob o meu (palácio)? Não o vedes, pois?”</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Az-Zukhruf – 43:51)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Contudo, em lugar de “se acautelarem”, como é dito nos versículos, consideraram o sucedido como sendo um mau presságio causado pelo Profeta Moisés e pelos Filhos de Israel. Convenceram-se de tal devido ás suas superstições e à religião dos seus antepassados. Assim foram condenados a padecer de grande sofrimento, mas mais ainda estaria para vir. Isto foi unicamente o início. Seguidamente, Allah enviou-lhes uma série de catástrofes. Estes são descritos, da seguinte forma, no Alcorão:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Então, Nós enviámos contra eles as inundações, os gafanhotos, os piolhos, as rãs e o sangue, como sinais claros; mas, eles estavam cheios de orgulho, e tornaram-se num povo pecador&gt;&gt;.          (Capítulo Al-A’raf : 7:133)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Estas catástrofes, que Allah enviou ao Faraó e seus apoiantes, encontram-se igualmente descritas no Antigo Testamento, em concordância com o Alcorão:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt;&#8230; E houve sangue por toda a terra do Egipto&gt;&gt;. ─      (Êxodo, 7/21)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt;E se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos. E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras&gt;&gt;. ─      (Êxodo, 8/2-3)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">&lt;&lt;Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Aarão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos, por toda a terra do Egipto&gt;&gt;. ─ (Êxodo, 8/16)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">&lt;&lt;E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egipto, e assentaram-se sobre todos os termos do Egipto; mui gravosos (foram); antes destes, nunca houve tais gafanhotos, nem depois deles virão outros tais&gt;&gt;. ─  (Êxodo, 10/14)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">&lt;&lt;Então disseram os magos a Faraó; Isto (é) o Dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha dito&gt;&gt;. ─ (Êxodo, 8/19)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Terríveis calamidades continuaram a vitimar o Faraó e sua corte. Algumas dessas calamidades tinham a particularidade significativa de originarem dos objectos adorados como deuses pelo povo idólatra. Por exemplo, o Rio Nilo e as rãs eram para elas sagrados e deificados. Como esperavam que os seus “deuses” os guiassem e a eles rogavam auxílio, Allah puniu-os através dos seus próprios “deuses” para que se apercebessem dos seus erros e pagassem pelos pecados que haviam cometido.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Segundo os intérpretes do Antigo Testamento, “sangue” significa o transformar do rio Nilo em sangue. No sentido metafórico, pode ser explicado pela alteração da cor das águas do Rio Nilo para um tom vermelho opaco. De acordo com uma teoria, o que deu ao rio esta coloração foi um tipo de bactéria.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Nilo era a principal fonte de vida para os Egípcios. Qualquer mal que afectasse esta fonte significaria perecimento para todo o Egipto. Se as bactérias tivessem coberto o Rio Nilo de tal forma que este ficasse vermelho, todo e qualquer ser vivo que utilizasse estas águas teria sido infectado por estas bactérias.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Explicações recentes para a coloração vermelha das águas avançaram como causa provável protozoários, zooplancton, algas de água doce ou salgada (phytoplancton), e dinoflagelados. Todos estes esporos ─ de plantas, fungos ou protozoários ─ retiram o oxigénio à água e produzem toxinas prejudiciais para peixes e rãs.   </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Citando o relato do xodo mencionado na Bíblia, Patricia A. Tester do National Marine Fisheries Servise, escreveu para os Anais da New York Academy of Science, que 50 de entre aproximadamente 5.000 espécies conhecidas de phytoplancton são tóxicas, possuindo toxinas susceptivelmente perigosas para a vida marinha. Nesta mesma puslicação, Ewen C.D. Todd da Health Canada, reportando-se a dados históricos e pré-históricos, citou cerca de duas dúzias de exemplos de phytoplancton específico causador de diversas propagações nefastas em todo o mundo. W.W.Carmichael e I.R.Falconer listaram doenças associadas às algas turquesa de água doce. A ecologista marinha Joann M. Burkholder da Universidade North Carolina State, descreveu um dinoflagelado, pfiesteria piscimorte (encontrado em estuários) capaz de, como o próprio nome da espécie indica, matar peixes. (36)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Na época do Faraó, esta sequência de calamidades pode ter ocorrido. De acordo com esta conjuntura, aquando da contaminação do Nilo, os peixes morreram, tendo os Egípcios sido assim privados de uma importante fonte de nutrição. Sem peixes predadores, as rãs podiam reproduzir-se sem constrangimentos em lagos e no próprio Nilo e, eventualmente, escapar ao meio fluvial sem oxigénio, tóxico e em putrefacção, migrando para terra, onde acabariam por morrer e se decompor juntamente com os peixes. O Nilo e terra adjacente teriam ficado contaminados, e as águas perigosas, tanto para consumo como até para banhos. Além disso, a extinção das rãs causaria a reprodução excessiva de insectos tais como gafanhotos.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Por fim, e independentemente da forma como tiveram lugar as calamidades e do efeito que tiveram, nem o Faraó nem o seu povo se arrependeram perante Deus, acautelando-se da Sua ira, e prosseguiram na sua arrogância.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Faraó e a sua corte eram de tal forma hipócritas que conceberam ser possível enganar o Profeta Moisés e consequentemente Allah (Salvo seja!). Quando sobre eles recaiu a severa punição, chamaram imediatamente o Profeta Moisés e rogaram-lhe que os protegesse:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; E cada vez que, sobre eles, caía um Castigo, eles diziam: Ó Moisés! Implora por nós ao teu Senhor, conforme a aliança que com Ele fizeste. Se nos libertares do castigo, nós decerto creremos em ti e deixaremos partir contigo os Filhos de Israel. Mas, quando Nós os libertávamos do castigo, por um termo previamente fixado que eles deveriam respeitar, eles quebravam a sua promessa!&gt;&gt;      (Capítulo Al-A’raf – 7:134-135)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">  O Êxodo do Egipto</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Allah tinha explicado ao Faraó e sua corte, através do Profeta Moisés, aquilo de que se deveriam acautelar, tendo-os efectivamente avisado. Como resposta, revoltaram-se, acusando o Profeta de estar possuído e faltar com a verdade. Allah reservou-lhes assim um fim humilhante, e revelou ao Profeta Moisés o que viria a acontecer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; E Nós inspiramos a Moisés: sai com os meus servos durante a noite, porque sereis perseguidos. O Faraó enviou, entretanto, recrutadores às cidades, dizendo: Certamente, eles são um pequeno bando, que se tem rebelado contra nós. E todos nós estamos precavidos! ─ Assim, Nós os privamos dos jardins e mananciais. De tesouros e bonrável posição. Assim foi; e concedemos tudo aquilo aos israelitas. E eis que (o Faraó e seu povo) os perseguiram ao nascer do sol. E quando as duas legiões se avistaram, os companheiros de Moisés disseram: Sem dúvida seremos apanhados!&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:52-61)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          Exactamente nessa altura, quando os Filhos de Israel julgavam não ter saída, e os homens do Faraó estavam certos de que os iriam apanhar, nunca abandonando a fé no auxílio de Allah, Moisés disse: “De forma alguma! O meu Senhor está comigo! Em breve me guiarál!”.  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:62)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Naquele momento, Allah salvou o Profeta Moisés e os Filhos de Israel dividindo o mar. O Faraó e seus homens se afogaram nas águas que se fecharam sobre eles, depois de os Filhos de Israel terem atravessado, em segurança:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E então Nós inspirámos a Moisés: Golpeia o mar com o teu cajado! E eis que este se dividiu em duas partes, e cada parte ficou como uma alta e firme montanha. E fizemos aproximarem-se dali os outros. E salvámos Moisés e a todos que estavam com ele. Então, afogamos os outros. Na verdade, nisto há um Sinal; porém, a maioria deles não crê. E, na verdade, o teu Senhor é o Poderoso, o Misericordioso&gt;&gt;.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:63-68)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O bastão do Profeta Moisés possuía qualidades miraculosas. Allah tinha-o transformado em uma cobra como forma da Sua primeira revelação, e mais tarde este mesmo bastão tinha absorvido os feitiços dos feiticeiros do Faraó. Agora o Profeta Moisés dividia, com esse mesmo bastão, o mar. Este foi um dos maiores milagres com que o Profeta Moisés foi abençoado. </span></p>
<p><span style="color: #888888;"> O Acontecimento Terá Tido Lugar na Costa</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Mediterrânea do Egipto ou no Mar Vermelho?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">       Não existe consenso relativamente ao local onde o Profeta Moisés terá dividido o mar. Já que não nos é apresentado qualquer detalhe no Alcorão, não podemos afiançar a exactidão de qualquer uma das teorias. Algumas fontes indicam a costa Egípcia como sendo o ponto onde o mar foi dividido. Na Enciclopédia Judaica pode ler-se o seguinte:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; A actual opinião majoritária identifica o Mar Vermelho do Êxodo com uma das lagoas nas margens do Mediterrâneo.&gt;&gt; (37)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Citando David Ben Gurion, o incidente podia ter tido lugar durante o reinado de Ramsés II, provavelmente no seguimento da derrota de Kadesh. No Livro do xodo do Antigo Testamento, o evento é descrito como tendo acontecido em Migdol e Baal-Zephon, localizadas ao norte do delta. (38)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Esta perspectiva é baseada no Antigo Testamento. Nas traduções do capítulo relativo ao xodo no Antigo Testamento é descrito que o Faraó e os seus homens pereceram afogados nas margens do Mar Vermelho. Todavia, de acordo com os defensores desta tese, esta palavra traduzida como “Mar Vermelho” é antes “Mar dos Sargaços”. A palavra é identificada com “Mar Vermelho” em diversas fontes, e utilizada para a mesma localização. Contudo o “Mar dos Sargaços” é presentemente utilizado para identificar a costa Mediterrânea do Egipto. No Antigo Testamento, para mencionar o percurso seguido pelo Profeta Moisés e seus seguidores, são utilizadas as palavras Migdol e Baal-Zephon, que se localizam no norte do Delta do Nilo, na costa Egípcia. O mar dos Sargaços implicitamente apoia a possibilidade de o incidente ter ocorrido na costa Egípcia, pois nesta região, de acordo com o significado da palavra, os sargaços são produzidos graças aos aluviões do delta.</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> O Afogamento do Faraó e seus homens no Mar</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Alcorão informa-nos os aspectos mais pertinentes do incidente relativo à divisão do mar vermelho. De acordo com o relato do Alcorão, o Profeta Moisés parte do Egipto com os Filhos de Israel que lhe obedecem. Contudo, o Faraó não podia aceitar semelhante partida sem a sua permissão. Ele e os seus soldados perseguiram-nos “iníqua e hostilmente” ─ (Capítulo Yunus – 10:90). Quando o Profeta Moisés e os Filhos de Israel chegaram à margem, foram alcançados pelo Faraó e os seus soldados. Alguns dos Filhos de Israel, ao contemplar isto, queixaram-se ao Profeta Moisés. De acordo com o Antigo Testamento, disseram a Moisés: “porque nos levaste para longe da nossa terra, onde éramos escravos mas podíamos prosseguir com as nossas vidas; agora, iremos morrer”. Esta fraqueza do povo é igualmente descrita no Alcorão no seguinte versículo: “E quando as duas legiões se avistaram, os companheiros de Moisés disseram: Sem dúvida seremos apanhados!”        </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:61)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Aliás, este comportamento por parte dos Filhos de Israel, ao não darem mostras de resignação, não seria o seu primeiro nem o último. Antes mesmo desta situação em particular, o povo do Profeta Moisés tinha, uma vez, se queixado àquele, dizendo: “Nós (só) temos tido problemas, antes e depois de teres vindo para nós.” (Capítulo Al-A’raf – 7:129) Ao contrário da fraca conduta do seu povo, o Profeta Moisés era possuidor de uma enorme autoconfiança, já que era profunda a sua fé em Allah. Desde o início da sua luta, Allah tinha-o informado que o Seu auxílio e apoio estariam sempre com ele: “Não, temais, porque estarei convosco oivirei  e verei (tudo)”.   </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ta-Ha – 20:46)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando o Profeta Moisés se deparou com os feiticeiros do Faraó, sentiu “uma espécie de receio” ─ (Capítulo Ta-Ha – 20:67). Então Allah inspirou-o para que nada receasse e tivesse confiança de que prevaleceria no final. ─ (Capítulo Ta-Ha – 20:68). Assim o Profeta Moisés foi por Allah instruído e adquiriu ama completa maturidade no que Lhe dizia respeito.Consequentemente, quando alguns de entre o seu povo recearam ser capturados, ele disse: “De forma alguma! O meu Senhor está comigo! Em breve me guiará”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Ach-Chuara – 26:62)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Allah inspirou o Profeta Moisés para que batesse no mar com o seu bastão. E eis que “este (o mar) se dividiu em duas partes, e cada parte ficou como uma alta e firme montanha”. (Capítulo Ach-Chuara – 26:63). De facto, o Faraó, ao vislumbrar a realização de semelhante milagre, deveria ter compreendido que a situação se revestia de características extraordinárias, e que testemunhava uma intervenção Divina. O mar dava passagem ao povo que o Faraó pretendia destruir. Mais ainda, não existia qualquer garantia de que esse mesmo mar não regressasse à sua forma habitual logo que eles tivessem passado. Não obstante, ele e seu exército entraram pela passagem adentro em perseguição dos Filhos de Israel. Provavelmente, o Faraó e seus soldados tinham perdido a capacidade de pensar sensatamente devido à sua insolência e despeito, não compreendendo o lado miraculoso da situação.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O Alcorão descreve os últimos momentos de vida do Faraó da seguinte forma:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; E Nós fizemos os Filhos de Israel atravessar o mar; porém, o Faraó e o seu exército perseguiram-nos, iníqua e hostilmente, até que, estando a ponto de afogar-se, o Faraó disse: Eu creio que não há outra divindade a não ser Aquele em que os Filhos de Israel crêem, e eu sou desses que se submetem (a Allah no Islão)&gt;&gt;.    (Capítulo Yunus – 10:90)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Aqui é possível observar outro milagre do Profeta Moisés. Lembremos o seguinte versículo, quando Moisés orou a Allah:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; E Moisés disse: Ó Senhor nosso! Tens concedido ao Faraó aos seus chefes esplendores e riquezas na vida terrena e assim, ó Senhor nosso, puderam desviar os demais do Teu caminho. Ó Senhor nosso! Destroi as suas riquezas e oprime os seus corações, porque não crerão até verem o doloroso castigo. Allah disse: A vossa prece foi ouvida (ó Moisés e Aarão); Apegai-vos, pois, à vossa missão e não sigais o caminho daqueles que não têm conhecimentos&gt;&gt;. (Capítulo Yunus – 10:88-89)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         É claramente perceptível, a partir deste versículo, que o Profeta Moisés tinha sido previamente informado de que o Faraó iria acreditar em Allah, quando chegasse o momento de encarar o doloroso castigo. O Faraó principiou a dizer que acreditava em Allah assim que viu o nível das águas subir. Todavia, era óbvio que o seu comportamento era desonesto e falso. O Faraó somente fazia essa afirmação no intento de ser poupado do fim certo: a morte.                                                                  </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Certamente que a aceitação, no último momento, da fé do Faraó e o seu pedido de perdão foram por Allah ignorados, não podendo assim o Faraó e seu exército serem poupados da morte por afogamento.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; (E foi-lhe dito): Agora crês! Quando até este momento te havias rebelado e eras um dos corruptores! Porém, hoje, Nós salvamos apenas o teu corpo, para que sirvas de exemplo àqueles que vierem depois de ti. Na verdade, há muitos seres humanos que estão a negligenciar os Nossos Versículos&gt;&gt;.       (Capítulo Yunus – 10:91-92)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         É-nos igualmente informado que os seus homens, como o próprio Faraó, foram punidos. Dado que os soldados do Faraó eram homens “iníquos e hostis” (Capítulo Yunus – 10:90), “pecadores” (Capítulo Al-Qassas – 28:8), “malfeitores” (Capítulo Al-Qassas – 28:40), e “que julgavam que jamais retornariam a Allah” (Capítulo Al-Qassas – 28:39), como o próprio Faraó, foram merecedores do castigo infligido por Allah. Assim, Allah reuniu o Faraó e seus exércitos e arrermessou-os ao mar. (Capítulo Al-Qassas – 28:40)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; Então, fizemos-lhes pagar os seus crimes; fizemo-los afogar no mar por haverem negado e desprezado os Nossos Sinais&gt;&gt;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Al-A’raf – 7:136)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Allah descreve no Alcorão, nos seguintes versículos, o desenrolar dos acontecimentos após a terrível morte do Faraó:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">          &lt;&lt; E fizemos com que o povo que havia sido escravizado herdasse as partes orientais e ocidentais da terra, sobre as quais lançamos as Nossas bênçãos. E a sublime promessa do teu Senhor foi cumprida para os Filhos de Israel, porque eles foram pacientes; e tudo destruímos quanto o Faraó e o seu povo tinham feito e tencionavam fazer&gt;&gt;. (Capítulo Al-A’raf – 7:137)<br />
 </span></p>
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		<title>Capítulo 7</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 10:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>a voz do islam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Povos Destruídos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Povo de Sabá e o Dilúvio de Arim   &#60;&#60; Os habitantes de Sabá tinham, na sua cidade, um sinal: duas espécies de jardins, à direita e à esquerda. (Foi-lhes dito): Desfrutai das provisões do vosso Senhor e agradecei-lhe. Tendes uma terra fértil e um Senhor Indulgente! Mas eles desencaminharam-se. E então Nós mandámos-lhes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;"><strong><img class="alignright size-medium wp-image-998" title="callanish-standing-stones-Isle-Lewis-Scotland-xrichx2" src="http://www.avozdoislam.com.br/site/wp-content/uploads/2010/09/callanish-standing-stones-Isle-Lewis-Scotland-xrichx21-300x132.jpg" alt="" width="300" height="132" />O Povo de Sabá e o Dilúvio de Arim</strong><br />
 <br />
</span><span style="color: #888888;">&lt;&lt; Os habitantes de Sabá tinham, na sua cidade, um sinal: duas espécies de jardins, à direita e à esquerda. (Foi-lhes dito): Desfrutai das provisões do vosso Senhor e agradecei-lhe. Tendes uma terra fértil e um Senhor Indulgente! Mas eles desencaminharam-se. E então Nós mandámos-lhes um dilúvio provindo dos diques, e <span id="more-997"></span>susbstituímos os seus dois jardins por outros cujos frutos eram amargos,</span></p>
<p><span style="color: #888888;">e tamargueiras, e alguns arbustos de lotos&gt;&gt;. (Capítulo Sabá – 34:15-16)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A comunidade de Sabá encontrava-se entre uma das quatro maiores civilizações que popularam o sul da Arábia. Este povo é tido como tendo se estabelecido nessa região, algures entre os anos 1000 e 750 A.C., extinguindo-se por volta de 550 D.C., depois de dois séculos de ataques sucessivos por parte dos Persas e dos Árabes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A data da criação da civilização de Sabá é objecto de controvérsia. O povo de Sabá começou a registar os seus dados governamentais cerca de 600 A.C.. Esta é a razão pela qual não existem quaisquer registos do povo de Sabá anteriores a esta data.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         As fontes mais antigas que mencionam o povo de Sabá são as crónicas de guerra anuais da época do Rei Assírio Sargon II (722-705 A.C.). Ao referir os povos que  lhe pagavam impostos, Sargon menciona o Rei de Sabá, Yith’i-amara (It’amara). Este registo é a mais antiga evidência escrita contendo informações  sobre a civilização de Sabá. Independentemente disto, não seria correcto concluir, partindo apenas desta fonte, que a civilização de Sabá teria sido fundada no ano 700 A.C.. Todavia é bastante provável que a civilização de Sabá já existisse muito tempo antes de constar dos registos escritos. Isto significa que a história da civilização de Sabá pode remontar a uma data muito anterior à que é presentemente conhecida. Na realidade, nas inscrições de Arad-Nannar, um dos últimos reis do estado de Ur, foi utilizada a palavra “Sabum”, que se crê significar “o reino de Sabá”. (39) Se esta palavra detém realmente esse significado, então a história de Sabá remonta tão anteriormente quanto o ano 2500 A.C..</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         As fontes históricas relativas ao povo de Sabá, habitualmente, informam que esta era uma civilização envolvida em actividades comerciais, tal como os Fenícios. Por conseguinte, este povo detinha e administrava algumas das rotas comerciais que percorriam o norte de Arábia. Para que os comerciantes de Sabá pudessem transportar os seus produtos para o Mediterrâneo e Gaza, através do norte da Arábia, necessitavam obter permissão de Sargon II, o novo governante de toda a região, ou pagar-lhe uma certa quantia à laia de imposto. Assim que o povo de Sabá começou a pagar tributo ao Reino Assírio, o seu nome passou a ser incluído nos registos daquele estado.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Os habitantes de Sabá são historicamente conhecidos como um povo civilizado. Nas inscrições dos governantes de Sabá, palavras como “restaurar”, “dedicar” e  “construir” são frequentemente utilizadas. A barragem de Ma’rib, um dos mais importantes monumentos deste povo, é um indício significativo do nível tecnológico que este povo tinha alcançado. Contudo, isto não quer dizer que o poderio militar dos Sabeus fosse deficiente; o exército de Sabá foi um dos factores primordiais na continuação da existência deste estado por tanto tempo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O estado de Sabá possuía um dos mais fortes exércitos da região, graças ao qual este estado pôde adoptar uma política expansionista. Havia já conquistado o território do Antigo Qataban. Possuía igualmente bastantes terras no continente Africano. Durante o ano 24 A.C., a caminho de uma expedição ao Magreb, o exército de Sabá derrotou completamente o exército de Marcus Aelius Gallus, o Governador do Egipto do Império Romano, inquestionavelmente o mais poderoso estado da altura. Sabá pode ser descrito como um estado de atitudes políticas moderadas que, todavia, não hesitava utilizar a força quando tal se revelava necessário. Com a sua cultura avançada e forte exército, o estado de Sabá era indubitavelmente a “superpotência” da região na época.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Este exército, extraordinariamente forte, do estado Sabá, é igualmente descrito no Alcorão. Uma expressão dos líderes do exército de Sabá relatado no Alcorão demonstra a extensão da confiança que este exército possuía no seu valor. Os líderes afirmam à governante (Rainha) do estado:</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Disseram: Somos poderosos e temíveis; não obstante, é a ti que compete ordenar; considera, portanto, o que queres ordenar&gt;&gt;(Capítulo An-Naml – 27:33)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A capital do estado de Sabá era Ma’rib, largamente enriquecida graças à situação vantajosa da sua geografia. A capital localizava-se próximo do Rio Adhanah. O local onde este rio alcançava Jabal Balaq era perfeitamente adequado à construção de uma barragem; aproveitando-se desta particularidade, o povo de Sabá ergueu aí uma barragem aquando do estabelecimento nesse local da sua civilização, tendo seguidamente iniciado o processo de irrigação. Com efeito, atingiram um elevado nível de prosperidade. A cidade capital, Ma’rib, era uma das cidades mais desenvolvidas do seu tempo. O escritor Grego Plínio, que havia visitado a região e grandemente a elogiava, mencionou igualmente quão verde era toda a região. (40)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A altura da barragem em Ma’rib era de 16 metros, a sua largura 60 metros e o seu comprimento totalizava 620 metros. De acordo com os cálculos, a totalidade da área irrigada pela barragem estimava-se em 9.600 hectares, sendo que 5.300 hectares desta pertenciam à planície sul, e o restante à planície norte. Estas duas planícies eram denominadas “Ma’rib e duas planícies” nas inscrições de Sabá. (41) A expressão no Alcorão, “dois jardins à direita e à esquerda”, aponta para os imponentes jardins e vinhas destes dois vales. Graças a esta barragem e aos sistemas de irrigação, a região ficou conhecida como a mais irrigada e mais fértil de todo o Iémen. O Francês J.Holevy e o Austríaco Glaser comprovaram, através de documentos escritos, que a barragem de Ma’rib existe desde tempos imemoriais. Nos documentos no dialecto Himer, é relatado que a existência desta barragem tornou o território extremamente produtivo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Esta barragem foi extensamente reparada durante os séculos 5° e 6° D.C.. Contudo, estas obras não foram suficientes para evitar que a barragem ficasse destruída em 542 D.C.. A destruição da barragem foi o resultado do “dilúvio de Arim” mencionado no Alcorão, causador de enormes estragos. As vinhas, jardins e campos de cultivo do povo de Sabá, cultivados durante centenas de anos, foram completamente destruídos. É igualmente conhecido que o povo de Sabá entrou rapidamente num período de recessão após a destruição da barragem; o fim do estado de Sabá deu-se no término deste período, iniciado com a destruição da barragem. </span></p>
<p><span style="color: #888888;">O Dilúvio de Arim Enviado ao Estado de Sabá [Conteúdo]</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Quando analisamos o Alcorão à luz dos factos históricos atrás mencionados, concluímos que existe uma compatibilidade substancial. Tanto os achados arqueológicos como os dados históricos comprovam aquilo que está escrito no Alcorão. Como é mencionado no versículo, este povo que não deu ouvidos às exortações do profeta e ingratamente rejeitou a fé, foi, no final, punido com um terrível dilúvio. Este dilúvio é descrito no Alcorão nos seguintes versículos:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt; Os habitantes de Sabá tinham, na sua cidade, um sinal: duas espécies de jardins, à direita e à esquerda. (Foi-lhes dito): Desfrutai das provisões do vosso Senhor e agradecei-lhe. Tendes uma terra fértil e um Senhor Indulgente! Mas eles desencaminharam-se. E então Nós mandámos&#8211;lhes um dilúvio provindo dos diques, e susbstituímos os seus dois jardins por outros cujos frutos eram amargos, e tamargueiras, e alguns arbustos de lotos. Este foi o castigo que lhes demos por causa da sua ingratidão. Acaso Nós já castigamos alguém, além dos ingratos?&gt;&gt;      </span></p>
<p><span style="color: #888888;">(Capítulo Sabá – 34:15-17)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Como é enfatizado nos versículos acima citados, o povo de Sabá habitava uma região famosa pela sua beleza, vinhas opulentas e jardins. Localizado nas rotas comerciais, o reino de Sabá tinha um nível de vida bastante elevado, sendo a sua cidade uma das favoritas da época.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Em tal região, onde o nível de vida e as circunstâncias eram tão positivas, o que o povo de Sabá deveria ter feito era “Comei do que o vosso Senhor vos proporciona, e ficai-Lhe grato”, como é  referido no versículo. Não obstante, o seu comportamento foi diferente. Decidiram chamar a si a responsabilidade pela prosperidade de que desfrutavam. Julgavam que este país lhes pertencia, que tinham sido eles quem tinha possibilitado todas estas circunstâncias extraordinárias. Preferiram ser arrogantes em lugar de gratos, e como é dito no versículo, “afastaram-se de Allah”&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Devido a terem afirmado a prosperidade como sua responsabilidade, foram dela privados. Como é descrito no versículo, o dilúvio de Arim arrasou todas as suas terras.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         No Alcorão, o castigo enviado ao povo de Sabá é denominado “Sayl-ul Arim” que significa “dilúvio de Arim”. Esta expressão utilizada no Alcorão informa-nos igualmente do modo como este desastre ocorreu. A palavra “Arim” significa barragem ou barreira. A expressão “Sayl-ul Arim” descreve um dilúvio causado aquando do desmoronamento desta barreira. Os intérpretes Islâmicos conseguiram situar no espaço e no tempo os acontecimentos, fundamentando-se em termos utilizados no Alcorão relativamente ao dilúvio de Arim. Mawdudi escreve no seu comentário:</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         &lt;&lt;Assim como é utilizada na expressão Sayl-ul Arim, a palavra “arim” deriva da palavra “arimen” usada no dialecto do Sul da Arábia, que significa “barragem, barreira”. Nas ruínas desenterradas nas escavações no lémen, esta palavra foi frequentemente observada, tendo este mesmo significado. Por exemplo, nas inscrições ordenadas pelo monarca Habesh do Iémen, Ebrehe, após o restauro da grande parede de Ma’rib em 542 e 543 D.C., esta palavra era utilizada para designar barragem (barreira) vezes sem conta. Assim, a expressão Sayl-ul Arim significa “uma inundação que ocorre devido à destruição de uma barragem”. E susbstituímos os seus dois jardins por outros cujos frutos eram amargos, e tamargueiras, e alguns arbustos de lotos”. ─ (Capítulo Saba – 34:16). Isto é, após a destruição da barragem (barreira), todo o país foi arrasado devido ao dilúvio. Os canais escavados pelo povo de Sabá, através da construção de barreiras entre montanhas, foram destruídos e todos os sistemas de irrigação inutilizados. Como resultado, o território, antes semelhante a um jardim, tornou-se uma selva. Não sobrou fruta alguma excepto os frutos do tamanho de cerejas de algumas árvores pequenas&gt;&gt; (42)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">         O arqueólogo Cristão Werner Keller, escritor do livro intitulado “O Livro Sagrado Tinha Razão” (Und Die Bible Hat Doch Recht), aceita que o dilúvio de Arim tenha ocorrido conforme a descrição do Alcorão e escreve que a existência de semelhante barragem e a destruição de toda uma região pelo seu desmoronamento comprova que o exemplo oferecido no Alcorão acerca do povo dos jardins teve, com efeito, lugar. (43)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         A seguir ao desastre causado pelo dilúvio de Arim, a região principiou a transformar-se num deserto, tendo o povo de Sabá perdido a sua principal fonte de rendimento com a desaparição das terras agrícolas. O povo, que não acedeu ao apelo de Allah para que n’Ele acreditassem e para que a Ele estivessem gratos, foi, no final, punido por meio deste desastre. Após a grande devastação do dilúvio, o povo começou a desintegrar-se. O povo de Sabá abandonou as suas casas e imigrou para o norte de Arábia, Meca e Síria. (44)</span></p>
<p><span style="color: #888888;">         Devido ao facto do dilúvio ter tido lugar após a revelação do Pentateuco e dos Evangelhos, o acontecimento só é descrito no Alcorão.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">A cidade de Ma’rib, outrora a residência do povo de Sabá, agora somente ruínas desoladas, serve indubitavelmente de exemplo para os que repetem o mesmo erro do povo de Sabá&#8230; O povo de Sabá  não foi o único a ser aniquilado por um dilúvio. No Capítulo Al-Kahf (A Caverna) do Alcorão, contra-se história de dois proprietários de jardins. Um destes homens possui um jardim farto e produtivo como os habitantes de Sabá. Contudo comete o mesmo erro que eles: Afastar-se de Allah. Pensa que o que lhe foi dado lhe “pertence”: &lt;&lt; Expõe-lhes a parábola dos dois homens: para um deles providenciamos dois jardins de vinhas rodeadas de palmeiras; entre ambos colocamos campos de cultura. Cada um destes jardins produziu, não falhando no seu objectivo: e no meio dos dois fizemos correr um rio. (Abundantes) eram os frutos de que este homem dispunha. Ele disse ao seu companheiro, no decurso de uma argumentação entre ambos: Tenho maiores riquezas que tu, assim como maior honra e poder entre os (que me seguem) homens. Retirou-se para o seu jardim num estado (mental) injusto para com a sua alma: Ele disse: Não creio que tudo isto venha a perecer. Nem que a Hora (do Juízo) venha (alguma) vez a chegar: Mesmo que seja levado à presença do meu Senhor, decerto encontrarei (lá) algo melhor em troca. O seu companheiro disse-lhe, argumentando: Negas Aquele que te criou primeiro a partir do pó, depois de uma gota de esperma, e então te transformou num homem? Quanto a mim, Ele é Allah, o meu Senhor, e jamais associarei ninguém ao meu Senhor. Porque não te retiraste para o teu jardim dizendo: Que a vontade de Allah (seja feita)! Não existe poder senão em Allah! Se me consideras inferior a ti em riqueza e descendência, talvez o meu Senhor tenha para mim reservado algo melhor que o teu jardim, e quem sabe se Ele não fará cair sobre o teu jardim raios (como castigo) do céu, transformando-o em nada mais do que areia movediça! Ou que a água do jardim desapareça nas profundezas da terra para que nunca mais a voltes a encontrar.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">E assim foi; as suas propriedades foram destruídas. E (o descrente arrependido) retorcia, então, as mãos, pelo que nelas havia investido, e, vendo-se revolvidas, dizia: Não tivesse eu, antes, atribuido associado ao meu Senhor! E não houve ajuda que o defendesse de Allah, nem póde salvar-se. Assim, a (única) protecção vem de Allah, o Verdadeiro. Ele è Quem melhor recompensa e Quem melhor distribui sucessos&gt;&gt; (Capítulo Al-Kahf – 18:32-44)</span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Como pode ser depreendido destes versículos, o erro deste dono de jardim não é a negação da existência de Allah. Ele não nega a existência de Allah, pelo contrário supõe que “mesmo que seja levado à presença do seu Senhor” decerto encontrará algo melhor como recompensa. Considera ser a sua situação presente fruto do seu próprio sucesso.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Na realidade, isto é exactamente o mesmo que elevar outros ao nível de Allah! Tentar chamar a si a responsabilidade de tudo aquilo que pertence a Allah e perder o temor a Allah crendo nas suas próprias particularidades, levando a que Allah de algum modo o “beneficie”&#8230; Foi isto mesmo que o povo de Sabá fez. O seu castigo foi idêntico, todo o seu território foi destruído ─ para que se apercebessem que não eram eles os “detentores” do poder, mas sim que este lhes é somente “conferido”&#8230;<br />
 </span></p>
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